Reservatório de Sobradinho opera com menor vazão da história

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O lago da Usina de Sobradinho, na Bahia, está operando com a menor vazão desde que iniciou suas atividades, em 1979. Diante da falta de chuvas na região, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que opera o equipamento, baixou de 600 m³/s para 580 m³/s o volume de água que continua seguindo o curso do rio São Francisco. Além da redução em Sobradinho, que ocorreu no último dia 28, a Chesf também diminuirá a vazão na Usina de Xingó, localizada entre Sergipe e Alagoas, dos atuais 560m³/s para 550 m³/s.

“Desde 2013 estamos sofrendo com poucas chuvas na bacia do São Francisco. Naquele ano, a vazão era de 1.300 m³/s, mas diante da crise hídrica precisamos reduzir de forma gradativa”, explicou João Henrique Franklin, diretor de operação da Chesf. A medida não deve impactar na geração de energia, mas projetos de captação de água do rio para consumo humano e irrigação de lavouras precisarão ser adaptados. “Do ponto de vista da energia não existe risco, porque o consumo do Nordeste depende pouco da bacia do São Francisco. Somos responsáveis por apenas 10%”, disse.

No entanto, deverá haver impactos para quem faz uso das águas do Velho Chico para abastecimento ou irrigação de lavouras. No caso do consumo humano, de acordo com o diretor, as companhias que distribuem água nos estados atingidos (Pernambuco, Bahia, Alagoas e Sergipe) já foram comunicadas e precisarão fazer adaptações nas estações de captação espalhadas ao longo do curso d’água.

A vazão no reservatório de Sobradinho poderá diminuir ainda mais. Isso porque a Chesf já tem autorização da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Ibama para baixar o fluxo para o mesmo da Usina de Xingó. Por enquanto, não há planos para redução. “Ainda estamos no período seco. O período de chuvas começará a partir de novembro e segue até maio. Esperamos que as precipitações venham acima do esperado”, disse Franklin.

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