Alunos mostram forma caseira de irrigação

Ao associar irrigação de uma horta com aula de matemática, um trabalho desenvolvido por um grupo de alunas da Escola Municipal Walter Belian é exemplo de como estudar sobre meio ambiente de forma interdisciplinar e estimular a preservação de recursos naturais. Ao aprender sobre geometria, as colegas do 9º ano, Evelin Gauer, 15 anos, Francieli da Silva, 14 e Thammy Santana dos Santos, 15, desenvolveram um sistema de irrigação caseiro na forma de cubo.

Elas salientam que o projeto é simples e pode ser colocado em prática com poucos recursos, além de ser adaptado de acordo com o tamanho da horta. Canos de PVC são usados para dar formato à estrutura que é colocada sobre o cultivo. A tubulação é furada para que, na passagem da água, ocorra a irrigação do plantio.

Para depósito de água pode ser tanto uma garrafa PET, como um grande reservatório, de acordo com a necessidade que varia conforme o tamanho da horta, que pode ser pequena na sacada de um apartamento, ou maior ocupando parte do quintal de uma residência, por exemplo. E o ideal é que a captação seja com água da chuva, pois vai ao encontro do uso racional de recursos hídricos.

Evelin acrescenta que há um dispositivo com relógio que possibilita programar o tempo em que ocorrerá a irrigação. Esse sistema facilita em casos de pessoas que precisam sair de casa durante o processo, pois a economia de tempo é também um dos objetivos do trabalho, que foi apresentado à comunidade durante a Feira Municipal de Iniciação Científica (Femic). No aspecto ambiental, esse registro com time possibilita que a irrigação não vá além do necessário, o que comprometeria o desenvolvimento das hortaliças e acarretaria desperdício de água.

As colegas lembram que o sistema estimula a produção em casa, o que favorece o consumo de hortaliças mais saudáveis, sem uso de agrotóxicos que danificam o meio ambiente e prejudicam a saúde dos consumidores. “As pessoas comem um tomate sem ter noção do quanto de produto químico foi utilizado no plantio”, exemplifica Evelin.

É observado ainda que, para elas, a experiência de realizar o trabalho foi positiva, possibilitando a conhecer mais sobre o meio ambiente de forma atrativa. As três são unânimes em ressaltar a importância da preservação dos recursos naturais, que são fundamentais para que haja vida.

Fonte: Jornal Ibia

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Seca reduz preço da goiaba pela metade e aumenta 50% custos de produção em Valinhos

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A estiagem na região de Campinas (SP) reduziu em cerca de 50% o preço de venda das caixas de goiabas dos 200 produtores de Valinhos (SP), na região de Campinas (SP). O quilo, que chegava a ser comercializado por até R$ 7, está saindo por até R$ 3,50, segundo os produtores. “A situação é geral”, alerta o agricultor Valdemir Chiquetano, que tem 1,5 mil pés.

No caso das goiabas maiores (graúdas), agricultores disseram ao G1 que o preço despencou dos R$ 10 para os cerca de R$ 5.

A queda no preço é um reflexo da falta de água, porque sem chuvas regulares os frutos crescem com o tamanho em até 30% menor, já que amadurecem antes do tempo e precisam ser comercializados rapidamente.

Vale lembrar que a produção de goiaba dura o ano todo, já que os agricultores intercalam as podas para ter colheita nos 12 meses. De acordo com institutos de meteorologia, só em Valinhos choveu 1005 milímetros entre os meses de janeiro e agosto deste ano, contra 1.256 milímetros no mesmo período do ano passado.

Aumento dos custos

O presidente da Associação Agrícola de Valinhos e Região, Pedro Sidnei Pellegrini, lembra um terceiro impacto negativo na produção de 2017. Com a falta de chuva, os produtores precisam de irrigação, que eleva em até 50% os custos de produção.

Vale lembrar que a produção de goiaba dura o ano todo, já que os agricultores intercalam as podas para ter colheita nos 12 meses. De acordo com institutos de meteorologia, só em Valinhos choveu 1005 milímetros entre os meses de janeiro e agosto deste ano, contra 1.256 milímetros no mesmo período do ano passado.

O agricultor Leonardo Joaquim lembra que nem todos os produtores podem investir em irrigação por causa do preço. É o caso da propriedade rural onde ele trabalha. “Tem outra coisa, não pode tirar água do rio. E se tirar do poço, mais para frente ficamos sem água para beber”, completa.

O agricutor Valdemir Chiquetano disse que trabalha com irrigação, mas toda vez que utiliza o sistema precisa esperar até uma semana para que a represa se recupere.

Figo

A região de Valinhos também é forte na produção de figos, mas segundo a Associação Agrícola, a fruta sofre mais com as temperaturas baixas, mas como o inverno de 2017 não foi tão rigoroso não afetou a colheita.

Inverno mais seco

O Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri ) da Unicamp registrou o inverno mais seco desde que começou a fazer sua medição em Campinas (SP), em 1988.

Do início de julho até dia 21 de setembro, choveu apenas 34 milímetros na área de medição do centro. O pior inverno em matéria de chuva nos últimos anos na medição do Cepagri tinha ocorrido em 1994, com o registro de 49 milímetros.

Fonte: G1