Tipos de irrigação: conheça as 4 principais técnicas mais utilizadas

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Foto: Divulgação

irrigação é uma técnica que foi sendo adaptada com o passar dos anos. Cultivar determinadas espécies fora de seu ambiente de origem e depender exclusivamente das chuvas fez com que o produtor sentisse necessidade de uma maior independência, afinal, depender apenas dos rios e chuvas era extremamente prejudicial para o desenvolvimento da agricultura.

Dessa maneira foi necessário descobrir técnicas de manejar a água e fazer com que a plantação apresentasse resultados positivos, sem precisar depender das situações climáticas.

Baseando se nessa questão, veio os investimentos nos sistemas de irrigação, os quais estão amplamente ligados ao clima, condições do solo e cultura de cada região.

Os sistemas de irrigação foram se destacando ao longo dos anos e hoje é mais do que essencial para garantir a lucratividade e desenvolvimento das culturas. Esses sistemas possibilitam que o produtor tenha um controle sobre sua cultura, desde as sementes até a planta já adulta.

Mas é bom estar sempre atento a alguns quesitos, sendo que não é um único tipo de sistema de irrigação que irá atender a todas as regiões, algumas técnicas obtiveram maior sucesso e se destacaram tanto pela praticidade quanto pela eficiência, essas maneiras de irrigação podem ser resumidas em Irrigação por Aspersão, Irrigação Autopropelido, Irrigação por Microaspersão e Irrigação por Gotejamento.

Irrigação por Aspersão

Irrigação por Aspersão

É caracterizada na divisão de um ou mais jatos de água em uma grande quantidade de pequenas gotas no ar, que caem sobre o solo na forma de uma chuva artificial. Entre as principais vantagens apresentadas por esse método destacam-se a não-exigência de um processo de sistematização do terreno, sendo que esta técnica tem a disponibilidade de maior adaptação as diversas culturas e topografias das regiões.

 

Irrigação Autopropelido

Irrigação Autopropelido

Esse é um sistema de aspersão que constitui-se de um único canhão ou mini canhão que é montado num carrinho, que se desloca longitudinalmente ao longo da área a ser irrigada. Sendo de fácil manejo é mais indicado para culturas que apresentam a topografia plana ou levemente inclinada como, por exemplo, as pastagens, pomares e cafezais.

 

Irrigação por MicroaspersãoIrrigação por Microaspersão

O sistema de microaspersão possui fácil adaptação às diversas condições topográficas, sendo indicado para diversas culturas, especialmente em fruticultura, jardins e irrigação em casas de vegetação. É um sistema que utiliza emissores que lançam gotículas de água (forma de chuva) e propiciam uma precipitação mais suave e uniforme que a aspersão.

 

Irrigação por Gotejamento

Irrigação por Gotejamento

Esse sistema é ideal para a produção de frutas e vegetais, pois é um sistema de baixa vazão onde a água é depositada por um tempo maior. Com o gotejamento, a perda de água por evaporação é reduzida, proporcionando um melhor aproveitamento, já que a água é depositada diretamente nas raízes das plantas formando pequenos círculos ou faixas úmidas.

Essas formas são simples e de fácil acesso no Brasil, mas, muitas vezes o agricultor pode prejudicar a cultura por irriga-la de forma errada.

Então como escolher o sistema de irrigação ideal para a cultura?

Para saber qual deve ser a frequência de irrigação, assim como a quantidade de água que deve ser aplicada, é preciso levar em conta fatores como o tipo de planta, as características do solo, a topografia e o clima local, a capacidade de armazenamento de água e o tamanho da área que deve ser irrigada.

Por isso é sempre necessário à intervenção de um profissional qualificado que irá fazer um estudo ampliado das necessidades hídricas e distribuição de chuvas da região, a cultura, solo e topografia.

Não deixe para depois!! Você pode garantir o sucesso e lucratividade com apenas algumas dicas sobre a agricultura irrigada. Confira.

Fonte: Agrosmart

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Intercalar cafeeiro irrigado com milho e feijão é uma boa opção

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Durante os três primeiros semestres após o plantio, o cafeeiro foi cultivado com diferentes sistemas intercalares: duas safras de três linhas de milho e uma de quatro linhas de feijão; uma safra de três linhas de milho, uma de seis linhas de feijão e uma safra de três linhas de milho intercaladas com duas linhas de feijão; duas safras de duas linhas de milho; duas safras de quatro linhas de feijão; duas safras de seis linhas de feijão e cafeeiro em monocultivo. O ensaio foi conduzido em blocos ao acaso, com quatro repetições.

A produtividade do cafeeiro em monocultivo foi de 47 sc.ha-1. Os sistemas intercalares que utilizaram três linhas de milho apresentam produtividades médias de milho de 13,73 ton.ha-1e foram prejudiciais ao cafeeiro, cuja produtividade foi 14, 38 sc.ha-1.

No sistema com duas safras de duas linhas de milho, a produtividade do milho foi de 8,36 ton.ha-1 e do cafeeiro 32 sc.ha-1.

Nos sistemas intercalares com duas safras de quatro linhas de feijão e duas safras de seis linhas de feijão, as produtividades do feijão alcançaram 1720 e 2210 kg.ha-1, respectivamente, e não interferiram na produtividade dos cafeeiros (média de 47 sc.ha-1).

Os sistemas intercalares apresentam retornos econômicos positivos. O sistema intercalar com duas safras de seis linhas de feijão é a opção técnica e econômica indicada para formação do cafeeiro irrigado por aspersão no semiárido de Minas Gerais.

Leia o artígo na íntegra no link

Agronow e Netafim estabelecem parceria para ampliar acesso do produtor às tecnologias da Agricultura 4.0

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A Agronow, startup sediada em São José dos Campos (90 km de São Paulo), é a nova parceira estratégica da multinacional Netafim, empresa israelense pioneira e líder mundial em soluções de irrigação por gotejamento. As duas empresas somam esforços para ampliar o acesso dos produtores às tecnologias da agricultura 4.0.

Com o acordo, o empresário do campo que utiliza as tecnologias da Netafim passa a contar também com o monitoramento inteligente da Agronow, que projeta a produtividade da colheita futura com alta taxa de acerto (acima de 90%). Outros mapas fundamentais para a gestão da colheita, entre eles o de Temperatura e o de Umidade, também integram o rol de novos serviços da multinacional.

Os benefícios oferecidos ao agricultor pela utilização da irrigação inteligente da Netafim vão desde a otimização do recurso hídrico, redução no custo de produção, aumento de produtividade e nutrirrigação (quando a adubação é aplicada pelo sistema de gotejamento diretamente na zona das raízes das plantas).

“Cada vez mais conectada, a agricultura tecnificada é um caminho sem volta, por isso, a Netafim tem o desafio constante de integrar e desenvolver soluções inteligentes que auxiliem o agricultor a produzir cada vez mais e melhor, de forma sustentável”, destaca Carlos Sanches, diretor de Marketing Mercosur da Netafim.

Com a parceria, a partir de agora o produtor poderá unir a tecnologia de irrigação e monitorar a plantação na palma da mão. Por meio da ferramenta da Agronow, ele pode localizar pragas, aplicar insumos de maneira mais eficiente, identificar áreas mais e menos férteis e, mais importante, prever quanto a safra vai produzir, além de gerar outros dados sobre cultivos passados e o atual – bastando apenas alguns toques na tela do smartphone ou alguns cliques na plataforma web. Atualmente, 3.300 usuários se utilizam dos serviços da Agronow (números de agosto de 2017).

A Netafim, que oferece sistemas completos de irrigação por gotejamento, microaspersão, controle e monitoramento automatizados, foi fundada em 1965 e está presente em mais de 110 países, com uma equipe de 4.000 funcionários. No Brasil, são duas unidades: Ribeirão Preto (SP) e Cabo de Santo Agostinho (PE).

“A Agronow e a Netafim compartilham valores semelhantes e buscam investir em tecnologia para aumentar a produção de forma segura, eficiente e sustentável. Vemos a parceria como uma oportunidade para democratizar ainda mais nossa ferramenta, tornando-a acessível para os clientes da Netafim espalhados pelo mundo”, afirma Walkiria Sassaki, diretora de operações da Agronow.

A multinacional israelense terá a Agronow como uma importante aliada no objetivo de difundir a irrigação por gotejamento. Neste ano, a Netafim voltou seus estudos à irrigação inteligente para grãos, que permite maximizar a rentabilidade da operação agrícola utilizando água e nutrientes de forma racional e sustentável.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Gergelim irrigado em função da adubação nitrogenada em duas safras

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A cultura do gergelim (Sesamum indicum L.) pode ser considerada uma das oleaginosas cultivadas mais antigas da humanidade. Seu cultivo na região Nordeste brasileira é principalmente realizado por pequenos e médios produtores, para subsistência, e alguns excedentes são comercializados. O semiárido nordestino tem grande potencial para o cultivo do gergelim por possuir condições edafoclimáticas que favorecem o cultivo.

Para a cultura do gergelim alcançar uma produção positiva, se faz necessária a realização de um bom manejo em campo, tendo como base as exigências de consumo de água e nutrientes pela cultura. Um bom manejo de adubação possibilita aumentar a produtividade agrícola e a rentabilidade das lavouras, porém representa um custo significativo para o agricultor e aumenta o risco do investimento quando o manejo não é utilizado de forma adequada. Para obter eficiência na adubação, necessita-se conhecer a exigência da cultura em nutrientes, bem como os fatores edafoclimáticos que podem influenciar na eficiência da adubação.

A exigência nutricional de uma planta é a quantidade de nutrientes absorvidos na planta inteira durante seu ciclo de produção. Para determinar a exigência, deve-se levar em consideração os nutrientes acumulados em toda planta e não somente da parte comercializada. A maior exigência nutricional das plantas, de maneira geral, é diferenciada durante todo o seu ciclo, expressando-se mais no florescimento, na formação e no crescimento dos frutos ou do órgão de reserva que será por ventura colhida.

O gergelim necessita de quantidades elevadas de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K), variando de acordo com a produção, o estado nutricional, a variedade utilizada e a parte da planta colhida, sendo considerado como planta esgotante do solo. Segundo Silva et al. (2012), os teores e conteúdos de macronutrientes variam em função das lâminas de irrigação e entre os genótipos de gergelim.

Tratando-se de nutrientes, o nitrogênio é considerado elemento essencial para as plantas, pois faz parte da composição de biomoléculas, como, por exemplo, ATP, NADH, NADPH, clorofila, proteínas e inúmeras enzimas. A disponibilidade de N para a cultura é quase sempre um fator limitante que influencia o desenvolvimento da planta mais do que qualquer outro nutriente, tratando-se de nutrição mineral de plantas.

17 É uma cultura de baixa produtividade média, inferior a 400 kg ha-1 de sementes, podendo ter produtividade superior se usados fertilizantes e corretivos, além da adoção de práticas culturais adequadas para seu cultivo. Diversas tecnologias têm sido estudadas para o cultivo dessa oleaginosa, que acumula até 50% de óleo na semente. Contudo, são necessárias maiores informações sobre o comportamento da cultura em relação à adubação, diante do seu potencial de exploração econômica.

Diante disto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar cultivares de gergelim irrigado em função da adubação nitrogenada em duas safras agrícolas no semiárido nordestino.

Fonte: Notícias Agrícolas

Rondônia mais que dobrou produção de café nos últimos cinco anos

Do início de 2013 até meados de 2017 a produtividade dos cafezais de Rondônia mais que dobrou, mesmo com a diminuição da área plantada, graças à adoção de mudas clonais, irrigação, colheita tecnificada, manejo adequado, secagem mecanizada e armazenamento controlado, além de políticas públicas acertadas e incentivos fiscais e financeiros do Governo de Rondônia.

Em 1965, a família de Clodoaldo Moreira Nunes (pai e dois filhos), plantou oito mil pés de café robusta na fazenda Castanhal, em Cacoal, dando origem a uma das principais riquezas de Rondônia. Sua importância é tal que, quando da elevação de Território Federal para Estado, em 1981, no brasão de armas de Rondônia, se fez constar um ramo de cacau e outro de café, o primeiro nativo e o segundo trazido pelos migrantes, em sua maioria do estado do Paraná.

Em 2013 se colhia menos de 1 milhão de sacas de café, porque grande parte dos pés de Robusta (Conilon) era tradicional – sem aprimoramento genético. Até meados deste ano (2017), já se colheu mais de 2,1 milhões de sacas, pois a adoção de variedades clonais se expande muito rapidamente, graças a políticas públicas acertadas e incentivos fiscais e financeiros do Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri).

Outro fator preponderante foi a constante capacitação dos técnicos e extensionistas da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO), que passaram a melhor atender aos pequenos produtores, especialmente os da agricultura familiar.

As ações da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron), que intensificou as inspeções e o monitoramento dos viveiros clonais, além de melhorar a qualidade e a sanidade das novas mudas, ampliou de sete viveiros homologados, para cinquenta e oito em todo o Estado.

Evandro Padovani, secretário da Seagri, diz que “uma das primeiras ações de impacto foi a instituição da Câmara Setorial do Café de Rondônia que ocorreu em 16 de agosto de 2013, por meio da portaria nº 42 da Seagri, em que participam representantes da sociedade civil, produtores, empresários e órgãos governamentais envolvidos no processo de melhoria e qualidade do café”.

Produtor na colheita do café

Em 17 de março de 2015, foi publicada a lei estadual nº 3.516, que institui 10 de abril como o dia de início da colheita do café Conilon em Rondônia, a fim de unificar o plantio e a consequente colheita dos frutos maduros, “pois o café perde peso e qualidade quando colhido verde”, explica Janderson Dalazen, assessor técnico da Emater-RO.

Em 2016 foi criado o Concafé, com o objetivo de incentivar uma melhor produção de café no Estado. O primeiro concurso, realizado naquele ano, com 184 inscritos, apresentou um café de altíssima qualidade surpreendendo especialistas convidados para certificar o produto. Foram distribuídos R$ 25 mil entre os quatro primeiros classificados, três em qualidade e um em sustentabilidade. Todos também receberam a medalha do Mérito Rural Rondon.

O sucesso foi tal que os produtores com melhor qualidade foram convidados a participar da Semana Internacional do Café (SIC), realizada em Belo Horizonte (MG), de 21 a 23 de setembro de 2016. Em 2017, as inscrições para o Concafé foram de 10 de abril a 14 de julho e a fase final com premiação acontece em 21 de setembro, em Cacoal e, assim como no ano passado, os primeiros classificados participarão da SIC.

Em parceria com o Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia (Conder), a Seagri e a Emater, no período de 2016 a 2019, aplicam quase R$ 6 milhões em Dias de Campo, com palestras e demonstrativos de plantio e manejo que beneficiam, in loco, os agricultores familiares.

Ainda neste ano acontece a regulamentação do Fundo de Apoio à Cultura do Café em Rondônia (Funcafé-RO), criado pela lei nº 2030, de 10 de março de 2009. Após quase oito anos de sua criação, o Funcafé-RO somente agora passa a investir parte da arrecadação dos impostos de industrialização, para fomentar o aprimoramento genético, qualidade e produtividade do café.

Programa Mais Calcário

Em dezembro de 2016 foram criados dois grandes programas: Plante Mais e Mais Calcário. O primeiro fará até o final deste ano a distribuição de mais de 2 milhões de mudas clonais de café Robusta e, até o final de 2018 entregará aos pequenos produtores em torno de 4 milhões de clones.

O segundo programa, Mais Calcário, está entregando gratuitamente 52 mil toneladas de calcário a todos os municípios de Rondônia (uma tonelada para cada um), a fim de corrigir um hectare de terra em, ao menos, 20.800 propriedades da agricultura familiar.

Diversos produtores independentes, a exemplo de Geraldo Jacomin, maior produtor de clones de café robusta de Rondônia, vem desenvolvendo variedades extremamente resistentes e perfeitamente adaptadas ao clima e solo do Estado. Outra experiência exitosa é a variedade BRS – Ouro Preto, desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de Rondônia, que vem sendo amplamente adotada por plantadores de café em processo de migração do Conilon tradicional, para o clonal.

Outros fatores importantes foram as ações do Departamento de Estradas, Rodagens, Infraestrutura e Serviços Públicos (DER), que visam manter a malha viária estadual em bom estado, o que permite a circulação de veículos durante o ano todo, e com isso garante o escoamento da produção de todos os cantos de Rondônia.

Graças à política produtiva do governo do Estado, a contrapartida dos bancos oficiais (Brasil e Basa) foi imediata. Foram criadas linhas de crédito rural, com juros abaixo do mercado, para aquisição de insumos e equipamentos, capital de giro, investimentos em infra-estrutura e abertura de agroindústrias familiares.

“Nestes quase cinco anos (de janeiro de 2013 a agosto de 2017), investimos muito em qualificação dos nossos técnicos; profissionalização dos pequenos agricultores; desenvolvimento e adoção de mudas clonais de cafés Conilon e Arábica; correção de solos com calcário gratuito da mina pertencente ao Governo (em Pimenta Bueno); adubação orientada por exames laboratoriais e extensionistas da Emater-RO”, enumera Padovani.