Soja avança com cenários distintos

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O plantio da safra 2016/17 de soja chegou a 83% da área prevista para o Brasil, de acordo com levantamento da Consultoria AgRural. O índice representa avanço de dez pontos percentuais em uma semana e é ligeiramente superior aos 81% do ano passado e aos 80% da média de cinco anos. A AgRural estima a produção brasileira de soja na safra 2016/17 em 100,4 milhões de toneladas, com aumento anual de 0,6% na área plantada. Os números serão revisados em início do próximo mês.

Como reforça a analista Daniele Siqueira, o otimismo segue cadenciando os trabalhos em Mato Grosso. O plantio, muito próximo da conclusão, vai desenhando uma boa safra. “Mato Grosso tem recebido boas chuvas e as lavouras estão excelentes. Nas áreas mais adiantadas, que já devem começar a colher no fim de dezembro, o único temor é de que haja excesso de chuva na colheita. Se a chuva não atrapalhar, aliás, janeiro deve registrar volume recorde de soja mato-grossense entrando no mercado”.

Em contrapartida, o norte do Paraná também tem sentido a falta de chuvas mais regulares. Na região de Maringá, as plantas estão com porte reduzido e demorando a fechar as linhas. No oeste, que planta mais cedo, 7% da área já está em formação de grãos. Não se fala em perdas por enquanto, mas a soja precisa receber umidade nos próximos dias para que a expectativa de boa produtividade se mantenha.

A semeadura já está encerrada em Mato Grosso do Sul, mas o estado continua a inspirar cuidado devido à falta de chuva em alguns pontos, especialmente em sua porção sul, que tem recebido volumes baixos e irregulares desde o início da safra. Na região de Dourados, cerca de 30% da área está em floração e a soja está adiantando o ciclo em alguns talhões devido à falta de umidade e às altas temperaturas. Se a combinação de tempo quente e seco persistir até o fim de novembro, o potencial produtivo será afetado.

Em Goiás, as lavouras do sudoeste também têm bom potencial. O leste, que teve um início de safra seco, agora recebe bons volumes de chuva e a semeadura caminha bem. Minas Gerais também tem recebido precipitações abundantes, e o plantio vai sendo feito nos intervalos das chuvas. Em São Paulo, a semana foi de tempo mais firme, mas a umidade do solo continua boa.

Também com boa umidade, o Matopiba segue com plantio acelerado. Os baixos volumes previstos para as próximas duas semanas, entretanto, devem resultar em diminuição do ritmo dos trabalhos.

No outro extremo do país, os produtores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina aproveitaram o tempo firme dos últimos dias e a previsão de chuva no fim de semana para acelerar o plantio, tirando o atraso causado pelo excesso de chuva em outubro e início de novembro.

Fonte: Agrolink

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