Luciano Barbosa assina termos que possibilitam fortalecimento da agricultura em Alagoas

Foto: Agência Alagoas

O governador em exercício, Luciano Barbosa, assinou nesta sexta-feira (4) os termos do Protocolo de Intenções e do Acordo de Cooperação Técnica visando ao desenvolvimento da agricultura irrigada em Alagoas. O Plano Estadual de Irrigação trará possibilidades de políticas públicas voltadas para o fortalecimento dos pequenos e médios produtores alagoanos.

O protocolo foi assinado em parceria com a Secretaria Nacional de Irrigação, do Ministério da Integração Nacional, e coloca Alagoas como o primeiro estado a receber a rodada de assinaturas do plano diretor intermédio do órgão nacional.

O governador relembrou que Arapiraca já produziu 40 mil hectares de fumo e atualmente quando muito produz é 10 mil hectares, com uma perda de 30 mil hectares. Segundo ele, essa produção é própria da agricultura familiar, não encontrada entre os grandes latifundiários da região.

Comparando que o Distrito Federal é o quarto Estado mais densamente povoado do Brasil, o chefe em exercício do Executivo estadual explica que a densidade demográfica de Alagoas é muito grande e se não houver uma distribuição dessa população, Maceió não suportará.

“Temos que criar uma situação para que esta população esteja distribuída em seu território e as pessoas possam ter oportunidade. É preciso dar perspectiva de futuro para seus filhos. Se nós não conseguirmos fazer isso, não só vamos inviabilizar os lugares onde elas moram, mas inviabilizar os lugares para onde elas migram. Aquela perspectiva de sair do interior e chegar a Maceió para encontrar emprego sabe-se que é uma ilusão”, explicou.

Barbosa frisou que o plano diretor da irrigação vai dar um norte para o Estado com intuito de que todos possam trabalhar, exemplificando novamente Arapiraca, que com a diminuição da produção do fumo, poderia acontecer um processo de produção de terra e as pessoas poderiam começar a sair do município, migrando para outro canto.

O governador em exercício afirmou que foram criados cinturões de irrigação para a produção de hortaliças e Alagoas pôde ser servido pela região do Agreste alagoano.

“Este é um exemplo clássico de como evitar o êxodo rural e como podemos estar atentos à questão da produção, porque ao agir desta forma contribuímos duplamente para o desenvolvimento do Estado. Nós não vamos conseguir nenhum desenvolvimento sem distribuição de renda, não há como haver desenvolvimento sustentável. Esta é uma perspectiva para o Estado e coloca o Governo no rumo que tem que estar mais próximo da sociedade”, garantiu o governador em exercício.

Pioneiro

Na ocasião, Ricardo Santa Ritta, secretário Nacional de Irrigação do Ministério da Integração Nacional, destacou que Alagoas é o primeiro estado que recebe a rodada de assinaturas do plano diretor, que, de acordo com ele, vai fortalecer e fomentar a agricultura no Estado.

“Temos que investir na irrigação porque atualmente já temos o limite das áreas que podem ser agricultáveis e não temos condições de aumentar a produtividade por área se não for com a irrigação. É a partir de Alagoas que vamos começar a rodar o país para investir na irrigação brasileira.”, afirmou Ricardo Santa Ritta.

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