Mudança na irrigação faz produtor economizar 50% de água no ES

Métodos de irrigação podem economizar até metade da água (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Foto:Tv Gazeta 

A chuva voltou a cair no Espírito Santo, mas os produtores continuam sem poder irrigar as plantações. Em Santa Maria de Jetibá, na região Serrana, agricultores reduziram pela metade a área de produção e estão mudando o sistema de irrigação das lavouras.

O Engenheiro Agrônomo Juniomar Schmidt explicou que a água na produção rural faz parte de um ciclo e é devolvida para a natureza e ressaltou que as hortaliças e legumes que vão para a cidade que também são água. Para ele, é injusto colocar a conta da crise hídrica para a agricultura e considera necessário um estudo mais aprofundado.

“Quando chove ou faz a irrigação, a água fica no solo e depois evapora ou faz a evapotranspiração, que nesse processo é levado os nutrientes para as folhas, em que vai ser feita a fotossíntese. O uso da água é baixo, ela volta para o sistema como água. Na cidade, a água usada na indústria é devolvida como esgoto”.

 Atualmente, 70% da irrigação na agricultura é feita a aspersão convencional, método que usa 55% mais água que o gotejamento. Schmidt explica que a aspersão convencional consome 1,8 litros por segundo por hectare e a de gotejamento consome 0,75 litros por segundo. Porém a diferença de preço e investimento o gotejamento é até 50% mais caro.

“O investimento é de R$ 4 a R$ 5 mil para convencional por hectare e de R$ 7 a R$ 9 mil para gotejamento. Além de ser um investimento alto, esse sistema demanda um conhecimento técnico do produtor para manejar que, às vezes, o pequeno produtor desassistido não tem. Seria temeroso incentivar o produtor a investir nesse sistema mais caro, sem assistir no uso desse equipamento”.

Schmidt destaca que a consciência do produtor mudou em relação a irrigação, mas que os custos altos ainda são um empecilho.

“Precisaria criar regras para incentivar esse sistema, através de crédito e menos burocracia na legislação ambiental. Talvez a gente tenha que repensar as culturas para coisas que não dependem tanto da irrigação. Como o plantio de florestas”.

Para o engenheiro agrônomo é necessário que separe a crise hídrica de períodos secos e lembrou que a água das chuvas que inundaram o estado em 2013 poderia ser usada da agricultura atualmente.

“A crise hídrica é consequência de uma falta de manejo em período de seca. A gente sempre vai ter seca e estiagem, que são períodos cíclicos da natureza. A falta de manejo é que tem transformado esses períodos de seca em crise hídrica”.

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