Luz solar é fonte de energia limpa para irrigação no Vale do Jaguaribe

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Acostumado ao trabalho sob sol forte, o agricultor cearense desenvolve estratégias para se beneficiar com o potencial solar do Estado. Enfrentando o quinto ano consecutivo de estiagem mas com uma gestão que preza pela eficiência e com técnicas aprimoradas, o que antes era um problema hoje é a solução.

Com um olhar de quem muito conhece o meio rural e que teve sua esperança renovada, o produtor Francisco José de Sousa Lima, 38 anos, escreve uma nova história para o homem do campo, pois viu nas placas solares a possibilidade de fortalecer o cultivo dos seus produtos e melhorar a qualidade de vida da sua família.  A propriedade situada no município de Quixeré, distante a 218 quilômetros de distância da capital Fortaleza, no Vale do Jaguaribe, contém uma área de 10 hectares plantada de acerola, mamão e banana, o que é muito para uma região castigada pela ausência d’água. A produção já é referência nacional, sendo destaque em publicações do Governo Federal. Isso é fruto do empenho e iniciativa do produtor, mas também de um forte trabalho da SDA para captar recursos que foram investidos na aquisição desse material.

Com a instalação de placas solares, a energia que é captada pelas painéis converte a luz solar em energia elétrica que posteriormente é utilizada para ativar a máquina que faz o bombeamento d’água na irrigação das áreas plantadas pelo agricultor.   A iniciativa tem trazido bons resultados. Com a instalação desse sistema foi possível não somente comercializar os produtos, mas também lhe garantir estabilidade na linha de produção. A tecnologia permitiu que o agricultor produzisse mensalmente 20 caixas de acerola e 60 caixas de mamão, produção essa que dava um lucro mensal de R$ 900 a R$ 1000.

Hoje, ao passar pela estrada de terra batida vemos um cenário diferente daquele de antes. A típica vegetação da caatinga com sua coloração “acinzentada e morta” deu lugar ao verde que simboliza a esperança.  Ao mirarmos no sentido da casa do agricultor Francisco o que visualizamos é uma plantação que se assemelha as grandes fazendas no sul e Centro-Oeste  do país com um verde que é de “limpar a vista”.

Esse resultado garante não somente a irrigação, mas também permite uma redução nas contas. “Buscamos diversas formas de ser beneficiados com esse tipo de tecnologia, porque é uma grande ajuda para diminuir no consumo da energia e consequentemente deixa a gente com um dinheiro sobrando para ser investido em outra coisa”, fala com entusiasmo o produtor. Com uma economia de até R$300 por mês, o que representa uma redução de 40% no valor da conta, o produtor cria novas expectativas e idealiza novos projetos.

Contornando os obstáculos

A dificuldade em garantir água para irrigação tem sido um dos maiores problemas enfrentados por aqueles que tiram o sustento da agricultura. Com isso o Governo do Ceará, por meio da SDA, tem investido e acreditado em projetos que busquem alternativas para o setor agrícola. Através de recursos do FEDAF foram adquiridas e instaladas 20 placas solares no valor de R$ 68 mil. As placas utilizadas na irrigação das culturas de mamão, banana pacovan e acerola produzem em média de 800 a 900Kw/h.

“Me sinto orgulhoso por estar sendo privilegiado com essa ajuda do Estado. Estou sendo o primeiro no Brasil que utiliza energia solar e com essa tecnologia de transformação da energia solar em energia elétrica vai ajudar não só a mim, mas a todos meus familiares”, comenta o agricultor.

Placas solares

A capacidade de armazenamento energético é de 250 Watt-pico (uma medida de potência energética, normalmente associada com células fotovoltaicas) por cada placa fotovoltaica. A produção depende da quantidade de placas. A energia que é captada pelas placas converte a luz solar em energia elétrica que posteriormente é utilizada para ativar a máquina que faz o bombeamento d’água na irrigação das áreas plantadas pelo agricultor.

“A utilização das placas solares possibilita ao agricultor uma nova perspectiva. A redução na conta da energia é apenas um dos resultados que obtemos, mas a principal ideia do projeto é capacitar os agricultores para novas formas de aproveitar o que a natureza nos proporciona e utilizarmos em benefício próprio”, comenta o engenheiro e responsável pela instalação das placas solares, Laércio Peixoto do Amaral.

Fonte: Governo do Ceará

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