Um terço da água é perdido antes de chegar às torneiras, no ES

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Foto: Divulgação

Em um momento em que a ordem geral é economizar, muita água continua sendo jogada no ralo antes mesmo de chegar às torneiras. Trinta e três por cento se perdem no caminho para as casas, em vazamentos da rede pública e ligações clandestinas no Espírito Santo.

A porcentagem desperdiçada é ainda maior na agricultura: em torno de 60% em todo o país.
O gargalo do desperdício porém, não acaba quando a água chega ao destino final. Torneiras abertas, descargas desreguladas e vazamentos em equipamentos e instalações contribuem para o gasto excessivo nas indústrias e casas.

Cerca de um terço da água distribuída pelos serviços autônomos municipais e pela companhia de saneamento – a Cesan – não chega ao consumidor. A maior parte se perde por causa de vazamentos nas redes, que são antigas e entram em processos de desgaste.

“Na maioria das vezes, o problema é causado tanto pela falta de manutenção de equipamentos quanto pelo emprego de materiais mais baratos, além de redes antigas, que se corroem”, explica Édison Carlos, presidente-executivo do Trata Brasil, instituto que atua na proteção de recursos hídricos do país.

Em levantamento realizado pelo instituto no ano passado, foi apontada uma perda de 34,39% de água no Estado, durante a distribuição. Na Capital, o desperdício foi de 29,76%.

Vazamentos
O limite de desperdício aceitável nas redes de distribuição é de 15%, segundo o Trata Brasil. Mas, segundo Carlos, poucos esforços são feitos para se chegar a essa porcentagem.

“A cidade se preocupa em buscar novas fontes de água, mas esquece de combater as perdas, que requer uma obra menor e traz um impacto grande. Hoje, cobra-se muito do cidadão, que ele precisa fazer a parte dele, mas as autoridades precisam assumir o papel delas antes de a água chegar às casas”, afirmou.

A Cesan aponta que cerca de 50% do desperdício é decorrente de fraudes e ligações clandestinas. Já os vazamentos, vêm sendo monitorados e, segundo a concessionária, quando verificados, ocorre a substituição.

“Mesmo sendo uma rede antiga, os equipamentos são duráveis. Então a gente realiza um mapeamento de reincidências e faz a substituição. A denúncia da população é importante para identificar mais rápido os vazamentos”, disse o diretor de Engenharia e Meio Ambiente, Amadeu Wetler.

Na agricultura
O setor que mais consome água é também o que mais desperdiça. A perda na agricultura gira em torno de 60%, devido à aplicação de água em excesso, e ao uso de técnicas de irrigação inadequadas.

“A irrigação por aspersão ocasiona perdas pelo uso excessivo de água, que evapora na sua maior parte, antes mesmo de chegar ao solo. Nesse sentido, técnicas como o gotejamento e microaspersão são as mais indicadas”, disse José Luiz Gasparini, coordenador do curso de Engenharia Ambiental, da Universidade de Vila Velha.

Outro aliado do desperdício é o não reaproveitamento de água. Na indústria, o ideal é optar por máquinas e equipamentos de alta qualidade e que permitem o reúso de água para limpeza dos locais. O mesmo pode ser feito nas casas, ao lavar vasilhas ou roupas.

“A maioria das pessoas jogam fora a água que não está suja e pode ser usada para passar pano e dar descarga. É preciso mudar hábitos e tornar o reaproveitamento de água parte da rotina”, finalizou Gasparini.

Nas casas
As descargas fixas em paredes têm maior pressão e se desregulam com facilidade, ocasionando vazamentos. Podem ser observados alagamentos em torno do vaso sanitário ou infiltrações na parede.

Lavar vasilhas ou escovar dentes com a torneira aberta, ou deixar o chuveiro pingando são cruciais para o desperdício.

Na agricultura
Há aplicação de água em excesso nas plantações, que acaba evaporando antes que o solo consiga absorver.

A irrigação por aspersão deve ser reduzida ao máximo possível. O sistema mais eficiente é o gotejamento.

Rede de abastecimento
Algo em torno de 33% de água é perdida até chegar às torneiras por causa de vazamentos na rede (má conservação) ou ligações clandestinas.

Sem manutenção, equipamentos antigos gastam mais água. Sem manutenção, eles podem apresentar vazamentos.

Fonte: G1

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