Expointer 2016 marca retorno do otimismo e investimento no Agronegócio

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Após meses de incertezas no campo político e uma forte crise na economia, o sentimento é de retorno do otimismo nesta 39ª edição da Expointer. Na semana em que foi confirmado o impeachment de Dilma Roussef e confirmado o governo do presidente Michel Temer, as atenções do agronegócio se voltam para o Sul do Brasil, onde a maior feira agropecuária ‘a céu aberto’ da América Latina marcou o fim da escassez de crédito e um novo cenário, com perspectivas de volta da expansão de negócios no campo.

Prova disso foi o retorno do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) à Expointer. Após dez anos de afastamento, a instituição pública de financiamento voltou a marcar presença no evento e confirmou sua condição de maior financiador do agronegócio no Brasil. O banco anunciou ter desembolsado R$ 15 bilhões no ano agrícola 2015/2016, o que representou crescimento de 18% nos valores destinados ao setor rural em relação à temporada anterior.

Para o presente ano agrícola 2016/2017, iniciado no último dia 1º de julho, o BNDES espera repetir a liderança no crédito a investimento rural, com a perspectiva de destinar R$ 17,4 bilhões para este fim (o que representará crescimento de 20% em relação ao ano anterior). Desse total — já autorizado pelo Ministério da Fazenda —, R$ 4,7 bilhões serão aplicados na aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas; R$ 2 bilhões para capital de giro das cooperativas agropecuárias; e R$ 10,7 bilhões alocados a projetos de investimento para a agropecuária empresarial e familiar.

Outro grande fornecedor de crédito rural no País, o Banco do Brasil também demonstra otimismo com o momento do agronegócio e anunciou que deve superar nesta Expointer 2016 o volume de negócios registrado no evento no ano passado. Em 2015 o banco recebeu 2,8 mil propostas de financiamentos na feira, somando R$ 506,8 milhões, e já adiantou que não limitará o volume de recursos a serem disponibilizados neste ano.

Secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul e responsável pela organização da Feira, Ernani Polo confirma as razões para todo esse otimismo: “A expectativa é sempre positiva. Claro que o cenário sempre nos deixa um pouco apreensivos em função do contexto econômico. Mas a expectativa é que tenhamos um bom volume de negócio. Da mesma forma a participação do público. Às vezes os negócios não são fechados ou concluídos na feira, mas são prospectados aqui e encaminhados posteriormente. Então ela acaba sendo uma vitrine, uma oportunidade para os meses futuros”.

 
Fonte: Agrolink

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