Emater ensina a montar hortas urbanas e produzir adubo em casa

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Foto: PATRÍCIA COMUNELLO/ESPECIAL/JC

A Expointer traz soluções para quem quer praticar em casa o cultivo de pequenas produções de hortaliças, frutas e temperos. Com técnicas da chamada agricultura urbana, é possível plantar em áreas de espaço restrito, como um apartamento, e montar hortas de culturas variadas. A Emater-RS montou um circuito em seu estande na Expointer mostrando alternativas de estruturas para aplicar em espaços disponíveis e ainda orienta sobre as práticas mais adequadas.
Um modelo facilmente adaptável é o sistema de produção por slabs. Os “travesseiros” de plástico são preenchidos com terra para receber as mudas, acoplados a um sistema de irrigação por gotejamento. A “engenhoca”, construída com materiais simples e também uma solução da “agricultura de bancada”, dá mais conforto na lida com a produção por se situar acima do solo.
A produção por slabs já é uma realidade em grande parte do cultivo de morangos no Rio Grande do Sul, segundo o agrônomo Luís Bohn, assistente técnico regional de olericultura da Emater-RS em Porto Alegre. Desde que respeitados os intervalos corretos de irrigação, torna-se uma alternativa prática e barata para quem deseja plantar hortaliças e pequenos frutos em casa, como alface e tomate.
Mais simples de montar, as hortas verticais também são possibilidades da agricultura urbana. Os modelos mais comuns utilizam estruturas de pallets ou cano PVC, e facilmente se encaixam em paredes ociosas e pequenas áreas de casas e apartamentos. Nestes modelos, o produtor deve atentar para o tipo de substrato usado como adubo, responsável por nutrir a planta. Os canos são perfurados para ter o escoamento do excesso da água.
“É importante para não ter apodrecimento das hortaliças. Pode instalar até em apartamento, em uma sacada. Só chamamos a atenção para três coisas que as plantas precisam: água, solo (nutrientes) e sol, é um tripé”, explica o extensionista Marcelo Ritter, da unidade da Emater de São Leopoldo. A iluminação pode ser em um período do dia.
A irrigação também exige cuidado, porém, não necessita de uma estrutura montada e pode ser feita, até mesmo, com regador. O principal cuidado é controlar para que não haja excesso ou falta de água. O ideal, durante o inverno, são duas irrigações ao dia. No verão, a frequência pode chegar a sete a oito vezes.
Bohn orienta que o local de plantio precisa ser de fácil acesso, receber boa iluminação solar e ventilação moderada. Também é preciso saber escolher as espécies mais adequadas para cultivo, já que os recipientes precisam ter espaço suficiente para comportar as raízes das plantas. A equipe também montou uma mandala no espaço, situado ao lado do pavilhão da agricultura familiar. Os canteiros exibem hortaliças e flores.
A ideia reforça a importância de manter o solo coberto, para garantir umidade e que o sol não queime os microorganismos e insetos, parte do habitat. “Queremos mostrar como, em um mesmo espaço, podemos ter várias espécies, uma contribuindo com o desenvolvimento da outra”, orienta Ritter. Os canteiros são chamados de hortas vivas. “Podem ser replicados em qualquer espaço e com diversidade, não precisa ser só alface”, descontrai o extensionista.
Fonte: Jornal de Economia e negócios do RS

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