Novas técnicas de manejo na área de irrigação beneficiam setor produtivo do arroz

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Foto: Divulgação

Além de promover avanços no desenvolvimento de cultivares – sendo que oito são utilizadas no mercado – integradas a sistemas de aperfeiçoamento, o Instituto Riograndense do Arroz (Irga) tem trabalhado com estudos na área de irrigação, em vista da importância da técnica para o desenvolvimento das lavouras. Coordenando os esforços de mais de 230 profissionais de nível superior e nível médio, o diretor técnico do Irga, Maurício Miguel Fischer, explica que um dos desafios do departamento de pesquisa e transferência de tecnologia do instituto tem sido aumentar a produção, utilizando uma menor quantidade de água por hectare. “Visamos atender todas as demandas oriundas da orizicultura, trazendo respostas eficazes e eficientes para os agricultores”, afirma Fischer, que, além de servidor de carreira do Irga aposentado, é engenheiro e produtor rural; e participou de todo o processo de avanço tecnológico que o instituto colocou à disposição da lavoura de arroz, tanto no desenvolvimento de novas cultivares, como na gestão e incentivo de novas tecnologias.
Atualmente, a meta da equipe coordenada pelo engenheiro é possibilitar a colheita de 10 mil quilos de arroz por hectare (ha), com a utilização de 8 mil metros cúbicos de água/ha – focando a eficientização do uso da substância nas lavouras gaúchas. No Estado, a safra de arroz ocorre de setembro a maio, e conta com uma grande área, principalmente na Metade Sul. Porém há pouca água para contribuir na cultura, explica o técnico, que tem mestrado em Mecanização Agrícola pela Universidade Federal de Santa Maria. “O máximo disponível é 1,2 milhão de hectares para irrigação, enquanto temos perto de 3,5 milhões de hectares de área para o arroz em rotação”, destaca o diretor do Irga. Ele ressalta que toda a área cultivada é irrigada por inundação. Com isso, os arrozeiros já dispõem da estrutura básica para a captação e a condução da água nas terras agricultáveis. Além disso, metade da substância utilizada na irrigação é armazenada pelos próprios produtores em açudes e barragens, o que garante a sustentabilidade da atividade.
Ainda assim, se planta anualmente 1,1 milhão de hectares no Rio Grande do Sul, restando (por falta de água) cerca de 2 milhões de hectares passíveis de exploração com outras culturas e pecuária. Considerada fundamental para incrementar a produtividade do setor, a pesquisa com irrigação já apresenta resultados: “Hoje, estamos conseguindo utilizar 10 mil metros cúbicos/ha de água para irrigar 1 hectare, de onde estão sendo colhidos 8 mil a 9 mil quilos de arroz”, informa Fischer. Antes do início dos trabalhos, para irrigar 1 hectare, o setor vinha consumindo um volume que chegava a 17 mil metros cúbicos de água, produzindo de 3 mil a 4 mil quilos de arroz neste limite de solo. Para avançar, foi preciso repassar aos produtores técnicas e boas práticas para manejo adequado da água, com utilização de politubos para sua condução dentro da lavoura, além da orientação de que o produto seja semeado mais cedo.
Fischer avalia que o setor produtivo está organizado para alcançar uma maior produtividade em nível internacional. “Os arrozeiros gaúchos estão capacitados, e temos boas condições de solo e água. Prova disso é que estamos entre os seis maiores produtores do mundo.” O arroz irrigado responde pela maior produção consumida (12 milhões de toneladas) no País, sendo que 70% deste volume (8,5 milhões/toneladas) é oriundo das lavouras do Rio Grande do Sul. Outros projetos de pesquisa em andamento no Irga passam pela integração lavoura x pecuária, rotação de culturas, fertilidade, e controle e manejo de doenças. “Na parte de transferência de tecnologia, temos o Projeto 10 (de manejo de arroz), o Projeto Soja 6.000 e um trabalho muito forte na área de capacitação de produtores, técnicos e trabalhadores.”
Fonte: Jornal do Comércio

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