Estudo aponta caminhos para o desenvolvimento rural

Estudo realizado pela Embrapa identifica potencialidades do Piauí na área da agropecuária.

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O Governo do Estado e representantes Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Meio Norte se reuniram na última segunda-feira (27), no Palácio do Karnak, para discutir as providências para otimizar o aproveitamento das potencialidades que o Piauí apresenta na área da agropecuária. O órgão apresentou ao governador Wellington Dias e aos secretários estaduais de Governo, Merlong Solano, e de Desenvolvimento Rural, Francisco Limma, as estratégias a serem adotadas para a exploração das potencialidades do setor agropecuário.

Wellington Dias explicou que o Governo deverá destinar dois milhões de hectares para pequenos agricultores e mais dois milhões para médios e grandes produtores rurais até 2018. A iniciativa tem como objetivo fomentar as principais cadeiras produtivas; desenvolver a pecuária com ovinos, caprinos, gado leiteiro e de carne e a fruticultura irrigada. “O estudo realizado pela Embrapa apontou que o nosso estado tem um alto potencial para o cultivo de plantas exóticas em áreas irrigadas, como a fruticultura do pêssego, do figo, da pera e da oliveira. Vamos avaliar a possibilidade de investir nisso”, salientou o governador.

O secretário estadual de Governo, Merlong Solano, explicou que o Governo e a Embrapa vêm realizando encontros, desde o ano passado, com instituições de representatividade no setor agropecuário, como a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), prefeituras municipais, universidades, dentre outros, para discutir os meios mais eficientes para fomentar a agricultura familiar. “Tratamos do acesso ao crédito agrícola, fortalecimento da assistência técnica, regularização fundiária e redução dos riscos ambientais da agricultura gerados pelos efeitos da seca”, informou Merlong Solano.

Dentre as estratégias sugeridas pela Embrapa estão o zoneamento agrícola, viabilizar a produção de sementes, organizar os pequenos produtores rurais em associações e cooperativas, elaborar o plano diretor da agricultura irrigada, criar e adequar linhas de crédito, apoiar a agroindustrialização da agricultura familiar e incentivar a educação profissional agroecológica.

O chefe do executivo estadual destacou que o estudo realizado pela Embrapa apontou uma série de caminhos a serem implementados, como, por exemplo, atualizar o zoneamento agrícola, com a parceria da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), para identificar o que é mais viável em cada área geográfica do estado. “A criação de um zoneamento econômico, social e ecológico poderá facilitar as pesquisas. Esta integração vai ampliar o uso da tecnologia de ponta e aumentar a renda e as condições de produção dos agricultores”, frisou o governador.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa, Luiz Fernando Leite, a meta é identificar providencias que possam ser adotadas pelos diversos órgãos e quais que podem ser realizadas em regime de parcerias. “É um trabalho que identifica alguns gargalos como o acesso dos agricultores familiares ao mercado, que é uma questão importante; a assistência técnica, que precisa ser fortalecida; a regularização fundiária, que já vem sendo realizada; dentre outros”, declarou Leite.

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