Seca prolongada estende danos pelo interior baiano

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A maior seca das últimas décadas, que vem se agravando há alguns anos por influência do fenômeno El Niño, tem refletido na vida de, pelo menos, 1,7 milhões de baianos que moram nos 147 municípios que decretaram emergência.

Medidas como o racionamento da água tratada afetam diversos municípios. Em alguns, como Itabuna, desde meados de 2015. A estiagem prolongada, que já prejudica os moradores do semiárido, está se estendendo para outras região, deixando moradores sem água para consumo e reduzindo a produção agropecuária.

No entanto, a diminuição das chuvas na última temporada, que normalmente vai de outubro a março na região oeste, também provocou mudanças no ritmo da produção irrigada.

A Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) divulgou, nesta quarta-feira, 8, que a partir de julho será suspensa a produção em mais da metade da área que possui sistema de irrigação no cerrado baiano.

Na prática, dos 120 mil hectares da última safra, cerca de 72 mil ficarão com os equipamentos desligados até o mês de outubro, quando é esperado o período chuvoso. “É importante ressaltar que é uma iniciativa da categoria, e não uma decisão imposta por autoridades”, conforme o diretor de Águas da Aiba, José Cizino Lopes, destacando que o segmento “quer contribuir para minimizar os efeitos da estiagem”.

Para Lopes, é um equívoco atribuir a responsabilidade da crise hídrica à agricultura. No entanto, reconhece que a irrigação contribui, “mas não em níveis tão assustadores como se propaga” e cita que rios que ainda têm pouca retirada para irrigação, “também estão com o nível de água abaixo da média. Temos que considerar também o ciclo de baixa vazão, o aumento populacional e a demanda por água e o desperdício nas cidades que é estimado em 30%”.

Impacto

O presidente da Aiba, Júlio Busato salientou que a decisão vai impactar na economia em geral, pois culturas como o feijão, que é irrigada, não serão produzidas. Cerca de 1 milhão de sacas deixarão de circular, pressionando mais a alta do preço do quilo que já chega a R$ 10. Outros não podem ser interrompidos por ser culturas perenes, como o café, ou mais sensíveis a falta d’água, como a produção de sementes.

Fonte: A tarde.

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