Instituições de ensino superior viabilizam produção de energia sustentável

O projeto foi submetido pela Uneal, sob a coordenação de Dacio Rocha Brito, e conta com a participação da Ufal, sob a coordenação é do professor Davi Bibiano Brito, e do Ifal, com o professor Gilberto Gouveia Neto. Os docentes Fábio Cunha de Albuquerque (Ufal), Thiago Damasceno Cordeiro e Joilson Batista de Almeida Rego, além de estudantes, contribuíram com a elaboração do trabalho.

A primeira etapa do projeto foi iniciada com a instalação de uma turbina eólica e painéis solares para testar a geração de energia, em escala reduzida, no Instituto de Computação da Ufal.

A segunda etapa está sendo executada no Polo Tecnológico Agroalimentar de Arapiraca, cuja administração da estrutura é realizada pela Uneal, com a instalação de uma turbina eólica e de painéis solares que alimentarão um sistema de irrigação por gotejamento. Após a conclusão da pesquisa será desenvolvido, pelo Instituto de Computação da Ufal, o programa que irá controlar o sistema automaticamente, inclusive via internet.

De acordo com o coordenador do projeto, professor Dacio Brito, o sistema contribuirá para a redução do uso de motores a diesel e do custo da energia elétrica, além de superar dificuldades na distribuição de redes elétricas, por meio do fornecimento de energia de qualidade.

“O projeto, em princípio, é direcionado ao Canal do Sertão, para atender aos produtores que ficam às margens do Canal. Porém, os resultados poderão ser utilizados por qualquer produtor que pretenda utilizar o sistema de irrigação”, ressalta Brito.

Outra vantagem apontada pelo docente é o uso racional da água. “Trata-se de um sistema de irrigação agrícola que fornecerá água de maneira controlada para as culturas, em quantidade adequada e no momento certo, assegurando maior produtividade e melhor qualidade do produto final”, explica Dacio Brito.

Estrutura – O sistema conta ainda com rede de sensores e um banco de baterias para o armazenamento e posterior utilização da energia acumulada. Todo o controle poderá ser efetuado via internet, por meio de um sistema supervisor a ser desenvolvido no decorrer do projeto, conectado a um servidor web.

“Essa tecnologia poderá ser empregada para o cultivo de diversas culturas, cujos testes com a cultura do sorgo servirão para a validação do sistema e para atender à necessidade de alimento dos rebanhos que se encontram em vários municípios do Sertão alagoano, incluindo a Bacia Leiteira”, enfatiza Dacio Brito.

Segundo Brito, a proposta é disponibilizar para os produtores um sistema de fácil uso, baixo custo, ambientalmente sustentável e que permitirá agricultura de qualidade.

Fonte: Tribuna Hoje

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