Governador anima produtores ao garantir melhores estradas no Oeste

Rui Costa disse que esta semana assinará dois contratos de empréstimo, um com o Banco Mundial e outro com o Banco Europeu.

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Em resposta às críticas dos empresários do agronegócio do Oeste da Bahia, o governo do estado garantiu ontem que vai tomar para si a responsabilidade da conclusão da obra da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). A afirmação foi feita pelo governador Rui Costa na abertura da 12ª edição da Bahia Farm Show, uma das mais importantes feiras de tecnologia e agronegócio do país que acontece até sábado  no município de Luís Eduardo Magalhães.

Os empresários dizem que os problemas de logistica de escoamento de grãos prejudicam a competitividade das lavouras baianas.“Se necessário, eu trago a ferrovia para o governo do estado. Esta obra nós vamos fazer. Tenho absoluta convicção do quanto ela é importante”, disse Costa.

Ainda segundo o governador, a assinatura do contrato de Parceria Público Privada (PPP) junto a grupos chineses interessados deve ser feita ainda este ano. “Depois da minha visita ao país, recebi duas missões chinesas, a última ainda está aqui na Bahia e visitou fisicamente todo trecho da ferrovia. Com isso, nós vamos garantir infraestrutura barata para os produtores do Oeste”, acrescentou.

Rui Costa disse que esta semana assinará dois contratos de empréstimo, um com o Banco Mundial e outro com o Banco Europeu. Juntos, eles somam R$ 1,5 bilhão que serão investido nas estradas.

“As primeiras licitações serão para as estradas do oeste, porque nós fizemos uma parceria com os produtores. Vamos, com muito esforço e muita prioridade, focar naquelas estradas que geram mais emprego e renda para o estado como um todo”, garantiu ele.

Melhorias
As palavras do governador animou os produtores. No entanto, para o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Rodrigues, é preciso transformar palavras em ação. “Nós temos um problema sério com a logística. Falta muito de estrada, muito de energia elétrica e educação, que também é importante, é insumo e infraestrutura. Isso cria algumas dificuldades”, disse, para completar: “Mas o produtor é sempre um cidadão de coragem que acredita no que está fazendo”.

Além do governador e de produtores, a abertura da 12ª Bahia Farm Show reuniu representantes de diversos órgãos do Poder Público, expositores e instituições financeiras.

Para o presidente da Associação de Produtores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Júlio Busato, o evento é mais uma oportunidade para discutir soluções que fomentem o aumento da produtividade. “É importante juntar todas essas figuras para buscar decisões políticas acertadas, condições de negócio para a região e aumentar a renda do produtor”.

Potencialidades do Matopiba são tema de discussão na Farm Show
Os desafios a serem vencidos pelas fronteiras agrícolas dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia (que integram o território do Matopiba) naõ estão apenas ligados à infraestrutura. Estão também no manejo do solo e na irrigação das lavouras.

Esses foram os pontos listados como necessários para desenvolver o território por produtores, representantes do poder público e especialistas em tecnologia e agronegócio n o Fórum Matopiba: Desafios e Potencialidades, seminário que abriu a 12ª Bahia Farm Show. Segundo o  diretor geral da  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Evaristo Eduardo de Miranda, o cuidado com o solo é essencial para otimizar a produção.

“É muito importante que se dê esse passo no Matopiba: cuidar bem do solo com tecnologias que melhorem a matéria orgânica e controlem pragas e doenças”. A entrada forte da irrigação no processo é mais um fator a ser desenvolvido para melhora a potencialidade da região.

“O principal desafio é a irrigação. Se nós conseguirmos aumentar a área irrigada em 500 mil hectares, aumentamos em 50% a produção da cultura anterior e temos uma grande possibilidade de, em 10 anos, fazermos 0,4% de safra a mais por ano, desde que haja rotação de culturas. Aí vamos ter uma agricultura eficiente”, afirmou o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Celestino Zanella.

Fonte: Correio 24horas

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