Obras no perímetro de irrigação Salitre, na Bahia, recebem R$ 4,6 mi

O perímetro de irrigação Salitre foi inaugurado em março de 2010 e compreende uma superfície bruta de 67 mil hectares, sendo que mais de 25 mil hectares são para irrigação.

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Foto: Codevasf

O perímetro de irrigação Salitre, localizado em Juazeiro (BA), está recebendo cerca de R$ 4,6 milhões para ações como recuperação e complementação do sistema de drenagem superficial, incluindo a implantação de bueiros, com o objetivo de melhorar a eficiência da macrodrenagem do perímetro. Os recursos foram destinados pelo Ministério da Integração Nacional e da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

Os trabalhos começaram no final do ano passado, com avaliação da atual rede de drenagem e levantamento topográfico. Em seguida, começaram os serviços de supressão vegetal e limpeza manual das faixas laterais dos drenos coletores existentes, seguidos do desassoreamento mecânico dos canais e escavação de novos drenos. A próxima etapa compreende a parte de alvenaria, com construção de bueiros para facilitar o acesso aos lotes.

“O desenvolvimento sustentável do Vale do São Francisco é um dos principais focos do nosso trabalho. Assim executamos ações que buscam garantir a produção agrícola e a preservação do meio ambiente”, afirma o diretor da Área de Gestão dos Empreendimentos de Irrigação da Codevasf, Luís Napoleão Casado.

Segundo o técnico da Codevasf em Juazeiro, responsável pela fiscalização do contrato de execução das obras, o engenheiro agrônomo Petrônio Campos de Oliveira, a previsão é de que os serviços sejam concluídos no segundo semestre deste ano. “Independente da presença dos drenos coletores, há a necessidade de os produtores fazerem o manejo adequado do sistema de irrigação, utilizando corretamente as lâminas de água para combater a salinização do solo, causada pelo excesso de água, que faz brotar do solo uma quantidade exagerada de sais presentes em sua composição, que prejudicam a produção e a produtividade”, salienta.

De acordo com o analista em Desenvolvimento em Regional da Codevasf Hermínio Suguino, como os solos do Projeto Salitre são de textura argilosa, o problema de salinização constitui-se de extrema importância devido à dificuldade de recuperação desse tipo de solo que possui baixa condutividade hidráulica. “A sustentabilidade de um perímetro, inclusive, ambiental, passa também pela manutenção adequada de balanço de sais no perfil do solo. A quantidade de sal adicionada com a água de irrigação necessita ser retirada pela drenagem sob pena de acúmulo de sais no perfil do solo trazendo consequências desastrosas para o meio ambiente com a salinização dos solos”, explica Suguino.

Quinzenalmente, o superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, José Hailton Carneiro de Oliveira, reúne-se com o corpo técnico da empresa para avaliar, entre outras obras, essa que está sendo realizada no Salitre e, em algumas ocasiões, realiza visitas ao canteiro de obras. “É importante esse acompanhamento para que nós possamos dar retorno aos irrigantes sobre o nosso trabalho, de como ele está sendo desenvolvido. Melhorar as condições de trabalho dentro do perímetro de irrigação Salitre é uma das nossas prioridades”, afirma.

Salitre

O perímetro de irrigação Salitre foi inaugurado em março de 2010 e compreende uma superfície bruta de 67 mil hectares, sendo que mais de 25 mil hectares são para irrigação. A implantação do perímetro contempla cinco etapas, tendo sido concluída a primeira, com mais de 5 mil hectares, ocupados por 255 lotes de agricultores familiares (33% do total), com área média de 6 hectares.

O sistema de irrigação adotado em todo o perímetro é a irrigação localizada (por gotejamento e microaspersão), no qual há uma melhor eficiência no uso de água, evitando o desperdício e aumentando a produtividade.

No Salitre, a produtividade alcançada nas principais culturas, como o tomate, é de 15 toneladas/hectare. Com o melão amarelo, o índice chegou a 35 toneladas/hectare; já a cebola ultrapassou, segundo dados de março de 2015, 53,82 toneladas/hectare. A banana, por sua vez, superou 34 toneladas/hectare, e a goiaba alcançou uma produtividade estimada em 21 toneladas/hectare.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Codevasf

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