Agricultores do Rio grande do Sul terão acesso à água facilitado

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Um convênio firmado entre o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul será responsável por investir R$ 26,2 milhões em tecnologias de suprimento de água no Estado. Os recursos devem beneficiar 2,7 mil famílias de agricultores gaúchos.

Serão 1.080 microaçudes para irrigação, 540 microaçudes para piscicultura e 1.080 cisternas abertas. A analista de Políticas de Inclusão Produtiva do MDS, Karla Oliveira, explica que o Sul do país tem muita chuva, mas tem alguns períodos mais prolongados de seca. “De novembro a fevereiro, as chuvas são muito irregulares e isso atrapalha a produção agrícola.”

Podem participar do programa os agricultores familiares, quilombolas, indígenas e assentados da reforma agrária atendidos pelo Programa Fomento. As famílias também recebem kits de irrigação com mangueira, bomba, caixa d´água, cano e conexões.

Agora que a estrutura de produção de Ângela está completa, ela planeja o futuro da família. “Quero aumentar a produção cada vez mais e logo conseguir vender para programas como o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos] e o Pnae [Programa Nacional de Alimentação Escolar].”

A parceria entre o MDS e o Rio Grande do Sul já beneficia famílias de agricultores. É o caso da família de Ângela Maria da Silva Quadrado, 40 anos, selecionada para participar do Programa Fomento às Atividades Produtivas Rurais. “Antes eu não tinha condição de comprar uma verdura para os meus dois filhos e muito menos cercar uma horta”, conta.

Ela recebeu suporte da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). Os técnicos ajudaram a moradora de Camaquã (RS) a desenvolver um projeto para melhorar sua produção. Os R$ 2,4 mil que ela recebeu do programa foram investidos na qualidade da horta e dar início na criação de galinhas.

O sucesso do cultivo de batata doce, mandioca, couve, alface, feijão, milho, alface, cenoura e temperos verdes só foi possível a partir de outubro de 2015, quando Ângela recebeu o microaçude do Programa Cisternas. “Antes eu tinha a horta, mas não tinha água. Tinha só um poço e eu me virava como podia. Hoje, nós temos uma mesa mais farta em casa”, diz.

No açude, Ângela e o marido começaram também a criar peixes. “Coloquei 100 peixes e, no final do ano, eu já posso começar a vender. Vai ser uma renda a mais para a família”, comemora a agricultora, que com a venda das hortaliças e o Bolsa Família tem renda mensal de R$ 370.

Fonte: Jornal do Brasil

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