Fruticultura irrigada em Pompéu cresce 50% em quatro anos

A fruticultura irrigada tem conquistado espaço no município de Pompéu, onde a produção mais forte é a de leite e cana de açúcar. 

abacaxi

Segundo o secretário de Agropecuária, Indústria e Comércio, Geraldo Campos, em quatro anos a produção de frutas como melancia, maracujá e abacaxi cresceu 50% e os agricultores têm apostado na nova cultura como fonte de renda.

O casal Denise Souza e Elder Menezes investem na produção há três anos. Para os dois, a fruticultura atualmente é uma segunda opção de renda, mas se depender do Elder, em pouco tempo será a principal forma de ganho do casal. “Nós enxergamos na fruticultura um potencial muito forte, por isso, além de gostarmos muito, decidimos investir na plantação. No futuro, quem sabe não ficamos apenas com essa atividade”, disse.

Denise que é engenheira ambiental. Ela contou que na propriedade há um hectare de maracujá, um de melancia e meio hectare de abacaxi. Além das frutas, eles agora investem também na produção de polpa. E boa parte do que é colhido é vendido para a Prefeitura do município. O Executivo compra os produtos e encaminha às escolas e creches. “Estamos agora vendendo cerca de 1.750 quilos de poupa e em média 1.500 melancias. É uma boa porcentagem do que produzimos”, destacou.

O produtor Jambert Domingos Rezende é considerado um dos pioneiros na cultura. Ele atua há três anos no manejo de frutas e, além da melancia e do abacaxi, ele tem seis hectares de plantação e maracujá. Vende para empresas da região e distribui os produtos nas Centrais Estaduais de Abastecimento (Ceasa).

Gotejamento

O gotejamento é a técnica utilizada pelo produtores de frutas. Além de ser considerado econômico, o método permite uma irrigação mais concentrada nos pés das plantas. O que faz com que os frutos cresçam grandes, viçosos e saborosos, como explicou o secretário de Agricultura da Geraldo.

Na propriedade de Denise, por exemplo, a água é retirada de um poço artesiano de mais de 200 metros de profundidade. Ela disse que consegue bombear pouco mais de três mil litros por hora até o sistema. Para ela, é o melhor método para a produção das frutas.

“Eu acho que este é um dos melhores manejos para quem tem pouca disponibilidade hídrica. Essas frutas, como o maracujá e a própria melancia, não exigem água em excesso, então o que cai nos pés das plantas é suficiente. Outro método como, por exemplo, o aspersor, que esguicha água para o alto desperdiçaria muito e adoeceria os frutos, pois a água cai direto no fruto e nas folhas, que acabam melando e causando outras doenças na produção. No gotejamento evita a formação de umidade excessiva na parte alta da planta. São usados, em média, 25 litros de água em cada pé, durante três vezes na semana. Ou seja, 75 litros por semana a cada um pé, o que significa 60 mil litros por semana”, explicou.

O secretário ainda destacou que nesse sistema, quando bem implantado, viabiliza a produção agrícola e, por garantir frutos viçosos e doces, o método exige uma correta aplicação de conhecimentos específicos, como as técnicas agrícolas de preparo do solo, adubação, manejo de pragas e doenças.

Ainda segundo o secretário de agricultura, a metodologia permite que alguns frutos sejam produzidos o ano todo. Denise informou que no caso do maracujá é preciso dar uma pausa  de três meses, entre maio e agosto, que são os meses mais frios. Neste caso as flores do maracujá não abrem e a produção se torna inviável. “A flor do maracujá só se abre nos períodos mais quentes do dia, entre 12h e 15h. Para essa produção é preciso um clima propício entre 20º e 30º. Se não tiver essa temperatura, não há possibilidade de produção”, destacou.

Além do cuidado, a técnica exige ainda capina química, plantação em entre fileiras, capim como cobertura do solo e polinização artificial e manual, no último caso devido à ausência de insetos polinizadores.

Essa polinização é feita através da  transferência dos grãos de pólen de uma flor para outra, com a ponta dos dedos. “Um trabalho rigoroso, demorado e que precisa ser feito com paciência”, destacou a engenheira ambiental.

De acordo com Geraldo, a fruticultura tem ganhado espaço na região. Por isso tem estimulado produtores a conheceram o manejo. “Minha análise é simples. As pessoas não param de nascer e consequentemente não param de comer. Atualmente, a gente percebe que as pessoas têm aprendido a comer bem, de forma saudável e as frutas são a base dessa alimentação saudável. Acredito no potencial forte da fruticultura e queremos propagar a ideia”, finalizou o secretário.

Fonte: G1 

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