Crise hídrica do DF encarece a salada que chega à mesa do brasiliense

Giovanna Bembom/Metrópoles

A míngua nos principais reservatórios hídricos do Distrito Federal – Descoberto e Santa Maria – afeta os dois extremos da cadeia de agricultura: cultivo e consumo. Por causa da falta de água, pequenos e médios produtores reduzem a área de lavoura e irrigação e, assim, perdem espaço para concorrentes de outros estados, o que impacta, diretamente, o bolso do comprador. Prova disso é o encarecimento de alguns dos principais componentes da salada — os preços de alguns itens mais que dobraram desde o início da seca.
O pepino, por sua vez, apresenta a segunda maior variação desde maio. O legume, antes precificado em R$ 1/kg, custava, em setembro, R$ 2,24/kg (124% mais caro). O alimento é seguido pelo quiabo, cujo preço pulou de R$ 3,48 para R$ 5,13 (alta de 47%).

Veja outros itens que ficaram mais caros durante a seca

Diretor executivo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF), o engenheiro agrônomo Rodrigo Marques explica que os produtores também estão sujeitos ao racionamento de água iniciado no último 16 de janeiro. Ele afirma que o baixo índice pluviométrico (falta de chuvas) e a economia de água reduziram a irrigação e forçaram a queda da produção agrícola em 30% no Distrito Federal, desde maio.

“Quem cultivava em dois hectares, por exemplo, passou a utilizar somente um, por causa da falta de água”, exemplifica. Marques alerta que, se as chuvas não retornarem rapidamente, haverá maior baixa na produção.

Hortaliças e legumes
Chefe da Seção de Estatística da Ceasa, Fernando Santos avalia que a estiagem ainda não representou ameaça para o cultivo de ao menos um tipo de produto: as hortaliças. “Apesar da seca, a característica do inverno no DF favorece o maior crescimento das folhas. Ou seja, não houve ainda tanta queda de produção. Por isso, não tiveram forte elevação de preço, mesmo com a redução da área plantada.”

Os legumes, por sua vez, não escaparam impunes da crise hídrica. “O alto índice de insolação, por exemplo, foi desfavorável a vegetais como chuchu, quiabo, vagem e repolho. E mais: há pressão inflacionária porque aumentou a importação desses produtos vindos de outros estados”, diz o especialista.

Santos afirma ainda que os produtores mais afetados se concentram nas regiões de Brazlândia, Ceilândia, Vargem Bonita, Pipiripau e Planaltina, além dos núcleos rurais Alexandre Gusmão e Taquara. Ele acrescenta que grandes produtores não sentiram tanto os efeitos da estiagem quanto os pequenos e médios, pois detêm maior estrutura de irrigação.

Racionamento
A Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) afirmou ao Metrópoles que não descarta a possibilidade de ampliação do rodízio de água para dois dias. E acrescentou que qualquer medida será divulgada com antecedência. Segundo as previsões das curvas de acompanhamento, o nível do Descoberto deve voltar a subir em novembro. Já o de Santa Maria começará a recuperar o volume útil a partir de dezembro.

Na segunda-feira (16), o volume do Descoberto atingiu o menor nível histórico: 11,7%. O valor de referência do reservatório para este mês, estipulado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa), é de 9%. Já o índice registrado em Santa Maria ficou em 26%, e a expectativa da Adasa é a de que a bacia encerre outubro com 23% de água.

A Caesb afirmou que, para haver diferença nos níveis dos reservatórios, é preciso que as chuvas sejam volumosas e duradouras e ocorram por vários dias. Mas, de acordo com previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as precipitações devem voltar somente a partir do próximo dia 28. Até essa data, as temperaturas ficarão acima dos 32ºC.

Fonte: Metropoles

 

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O agro no centro de um novo ciclo econômico

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Encontro de lideranças na ESALQSHOW apontou diretrizes para uma atividade agrícola mais eficiente e sustentável

Durante a ESALQSHOW, feira de inovação tecnológica ocorrida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (USP/Esalq) ocorrida dias 10 e 11 de outubro, uma das atividades que mereceu destaque foi o Encontro de Lideranças.  Com moderação do jornalista e publicitário José Luiz Tejon, 8 conferencistas debateram o as diretrizes do setor agro nas instâncias do ensino, da pesquisa, da extensão e da sociedade.

Arnaldo Jardim, secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, abriu os trabalhos e falou sobre Políticas Públicas para a Agricultura no Brasil. Segundo ele, um novo modelo econômico consistente terá sua origem em uma atividade econômica que apresente garantia de acúmulo de capital, capacidade de inovação e efeitos macroeconômicos positivos. “Portanto esse novo tempo terá na atividade agrícola o seu centro propulsor e aquilo que propomos aqui na ESALQSHOW não é somente para a agricultura, mas para o Brasil. Para tanto precisamos aproximar os entes envolvidos e viabilizar parcerias, além de otimizar a participação do setor público”. Jardim afirmou que para que o setor agro se apresente como indutor de um novo ciclo de crescimento, a sociedade como um todo precisa identificar na atividade agrícola seus diferenciais competitivos. “E isso já vem ocorrendo, pois muitos preconceitos já foram vencidos em relação à produção agrícola. Hoje produzimos com sustentabilidade e a agricultura de baixo carbono é um bom exemplo. Outra área que avançamos é na profissionalização e nas novas formas de trabalho as quais o homem do campo hoje se dedica”.

Na sequência, Roberto Rodrigues, titular da Cátedra Luiz de Queiroz, abordou o Cenário da Agricultura Mundial e Estratégias para o Brasil. Em sua fala, Rodrigues apontou a necessidade de combater a fome para que possamos garantir a paz. “A FAO indicou que o mundo precisa aumentar a produção de alimentos em 20% nos próximos 10 anos e que no mesmo período, para que isso ocorra, o Brasil precisa aumentar em 40% sua produção agrária. Para isso temos terra em abundância e com qualidade, temos gente preparada e temos tecnologia de ponta para atender essa demanda global”. Mas segundo o ex-ministro ainda falta uma estratégia. “Essa união entre as lideranças na ESALQ é algo fundamental para que essa estratégia seja efetivada. A Cátedra Luiz de Queiroz é um instrumento que certamente ajudará nesse processo, de garantir a paz com alimento para todos”.

O papel do futuro profissional do agronegócio e um novo Arranjo Interdisciplinar na Agricultura foi o tema do diretor da ESALQ, professor Luiz Gustavo Nussio. O diretor colocou a ESALQ e a cátedra Luiz de Queiroz como um novo território de relacionamento para que a academia aprenda a decodificar as demandas da sociedade e possa efetivamente transformar o conhecimento em riqueza para o bem público. “A comunidade acadêmica precisa se satisfazer com o objetivo de atender a sociedade, já que temos uma legião de pessoas trabalhando no campo e que esperam de nós soluções efetivas para viabilizar uma atividade agrícola cada vez mais competitiva e sustentável”. Nussio falou ainda sobre o profissional que a Esalq já está formando. “Passamos por uma crise de identidade mundial e o reconhecimento passou a ser um valor fundamental. Por isso trabalhamos para formar líderes com perfil empreendedor, profissionais capacitados para atender as demandas sociais”. O anfitrião do evento apresentou também o Plano de Gestão da Graduação da Esalq. “Nessa nova ótica acadêmica nossos estudantes precisam aprender a conviver com um ambiente sistêmico, no qual os conteúdos programáticos terão que ser ofertados de forma integrada para que ele possa tornar-se um gestor do ambiente agrícola. Em síntese precisamos integrar o conhecimento que esse aluno recebe, afim de acelerar sua maturação profissional em prol de uma economia sólida”.

Universidade de Classe Mundial – Uma das frentes da atual gestão da Universidade de São Paulo foi mapeada pelo presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani), Raul Machado. “A USP tem atuado para estabelecer um ambiente internacional tanto na graduação quanto na pós-graduação”. Machado apresentou um panorama dos convênios e parcerias estratégicas estabelecidas desde 2014, “Precisamos conviver com ideias e pessoas sem fronteiras”. Lembrou ainda do fortalecimento das parcerias com instituições latino-americanas e das oportunidades oferecidas para o aprendizado dos idiomas português, para os estrangeiros, e do inglês, para os brasileiros. “Hoje temos cerca de 31 mil alunos utilizando as plataformas online para que possam de fato ingressarem com qualidade nos convênios que mantemos com a escolas estrangeiras”.

Em seguida, o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, respondeu a questão: Pesquisa na Agricultura: para onde vamos? Para Lopes, a energia, a água, o meio ambiente, a pobreza e a saúde são os temas cruciais para um mundo que busca um novo paradigma de desenvolvimento. “Em um futuro próximo, teremos uma população mais idosa, mais urbana, mais exigente e isso impactará na cadeia de alimentos”. Para isso, o presidente da Embrapa propôs explorar a multifuncionalidade e o investimento em Bioeconomia. “A Química Verde, os Serviços Ecossistêmicos, o uso da biomassa, a preservação na nossa cultura, são exemplos nessa linha”. Para que essa proposta se viabilize, ele indicou três frentes de trabalho. “A Agenda Embrapa esta alicerçada na Ação Integrada e Sistêmica, na Gestão Eficiente de Risco e na tarefa de Agregar Valor e Diversificar nossas ações em prol de um futuro sustentável”.

Mas há recurso para financiar tanta inovação e demanda social? Para José Roberto Postali Parra, coordenador adjunto da Fapesp em Ciências Agrárias e Veterinárias, a Fapesp tem diversas modalidades de fomento a Núcleos de Excelência em Pesquisa, que podem contribuir sobremaneira com o desenvolvimento do agronegócio. “A interação com as empresas é um dos focos principais de apoio à pesquisa hoje na Fapesp”. Parra traçou um panorama do Sistema Paulista de Ciência e Tecnologia, que hoje abrange 62 entidades e cerca de 14 mil empresas e destacou a agilidade da Fundação na elaboração de pareceres. “O papel da Fapesp tem forte peso no total dispendido para atender todo esse sistema. Temos recebido cerca de 26 mil propostas ao ano e nosso prazo para emitir um parecer é relativamente baixo. Isso agiliza o processo e valoriza a pesquisa desenvolvida no Estado de São Paulo”.

Finalmente, José Luiz Tejon amarrou os discursos em sua fala sobre demandas da sociedade para a agricultura. Segundo o publicitário e jornalista especializado em agronegócio, além da união entre os entes da cadeia agro, é preciso trabalhar a percepção das pessoas acerca dessa atividade econômica. “Precisamos aprender a contar boas histórias, melhorar a percepção da sociedade sobre os diversos elos dessa cadeia”. Para Tejon, o diálogo constante, a transferência do conhecimento científico em algo que possa efetivamente melhorar a vida das pessoas são fundamentais. “Precisamos educar a sociedade para as conquistas proporcionadas pela atividade agrícola, trabalhar o conceito de sustentabilidade atrelado à segurança alimentar. As pessoas hoje buscam como nunca saúde e bem estar e precisamos aproveitar esse comportamento, essas demandas, para melhorar a percepção de cada um sobre a importância do agronegócio no cotidiano rural e urbano”.

Antes de encerrar o debate, Tejon convidou ainda o ex-ministro Alysson Paolinelli para tecer uma análise sobre os discursos apresentados. Paolinelli lembrou dos avanços no campo nas últimas décadas e reforçou a necessidade do agronegócio ganhar posição medular nos rumos da economia mundial.

A cerimônia de abertura da ESALQSHOW, bem como o Encontro de Lideranças podem ser acessados na íntegra no youtube https://www.youtube.com/watch?v=lKS4Z8k97Us .

Prefeitura distribuirá 600 mil mudas de café clonal em dezembro

Prefeitura distribuirá 600 mil mudas de café clonal em dezembro

Na segunda quinzena de dezembro a Prefeitura de Porto Velho começará a distribuição de judas de café clonal a pequenos produtores do município. Serão distribuídas 600 mil mudas, sobretudo na região de União Bandeirante, Rio Pardo e Ponta do Abunã..

Nesta semana o subsecretário municipal da Agricultura e Abastecimento (Semagric), Francisco Evaldo de Lima, juntamente com o vereador Edésio Fernandes e agrônomos da Emater estiveram no viveiro de mudas de café clonal que está localizado na linha Flor do Amazonas, em Candeias do Jamari, onde conversaram longamente com o responsável pelo viveiro e fornecedor de mudas, Juarez Tavares.

Segundo Francisco Evaldo, serão atendidos cerca de 300 produtores já devidamente cadastrados pela Semagric e Emater. A 600 mil mudas foram adquiridas com recursos próprio da Prefeitura de Porto Velho. “Essa iniciativa é de extrema importância. O café está entre as principais economias do estado e temos que apoiar o projeto não só do café, mas também de toda agricultura do município”, ressaltou Evaldo.

De acordo com produtor Juarez Tavares, as mudas serão entregues no tamanho ideal para o plantio no campo. “Hoje estamos cultivando oito variedades de clones, as mudas são de excelente qualidade para o produtor”, explica Tavares.

O prefeito dr Hildon Chaves é um dos principais incentivadores do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cafeicultura de Porto Velho. “Queremos ver nossos pequenos produtores tendo suas vidas transformadas por esse projeto, para que dessa forma possam revitalizar essa importante cultura que é o café”, afirmou dr Hildon Chaves..

Para Francisco Evaldo, o intuito da visita foi conferir a qualidade das mudas que serão distribuídas aos produtores de Porto Velho. “As mudas estão sendo produzidas para formar as novas lavouras de café clonal na capital, e tem a capacidade de chegar entre 40 a 60 sacas por hectare sem irrigação e com irrigação de 100 a 110 sacas”, finalizou Evaldo.

Fonte: Tudo Rondonia

Agricultores paulistas plantam próxima safra de soja

Agricultores paulistas plantam próxima safra de soja (Foto: TV TEM)

Localizada Sudoeste do Estado, Itapeva é o munícipio paulista que mais produz soja. No ano passado, a área plantada aumentou 30%. A próxima safra já está sendo plantada.

Sílvio Malutta está plantando o grão em 2 mil hectares. Como nem sempre dá para contar com a chuva, o jeito é utilizar os pivôs de irrigação. Com eles, a terra fica com a umidade que a planta precisa para se desenvolver.

Devido ao aumento dos custos, Sílvio optou por manter o tamanho da área plantada. Ele espera colher 80 sacas por hectare. Parte da soja produzida será exportada e o restante vai virar estoque pra venda e uso na fazenda. A soja representa 70% do faturamento da propriedade.

Na fazenda de Hiroyuki Oi, em Itapetininga (SP), o plantio com irrigação já acabou. São 380 hectares com soja e uma volta completa com os pivôs custa em torno de R$ 10 mil. O agricultor diz que, se o clima não ajudar, os gastos serão maiores que na última safra.

A soja na fazenda foi plantada pouco tempo depois da colheita do trigo. A estratégia do produtor é antecipar o plantio do grão para, assim, também conseguir adiantar a safra do milho safrinha.

Fonte: G1

CNA e Netafim promovem Seminário “Discutindo a Irrigação Localizada”

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A CNA e a Netafim irão realizar no dia 26 de outubro um seminário técnico onde serão apresentadas a historia e a evolução da irrigação localizada, os avanços tecnológicos e suas novas aplicações. O debate se faz necessário e deriva das discussões sobre a importância do uso racional da água e a melhor utilização de técnicas de irrigação pelo agricultor brasileiro.

A irrigação localizada tem apresentado grandes avanços em todo o mundo. Novos materiais, novas aplicações e as melhorias do manejo vêm revolucionando a utilização dessa técnica. O Brasil é o país da fotossíntese. Podemos cultivar a terra 365 dias por ano. O que limita este imenso potencial é a oferta de água no período do inverno. Durante este período de estiagem pelo qual passam varias regiões do país há a necessidade de maior atenção ao volume de água utilizado na irrigação para que não haja desperdício e para que se garanta o uso múltiplo. Neste quesito a irrigação localizada apresenta vantagem em relação aos métodos de aspersão e superfície.

O objetivo do seminário é apresentar aos produtores rurais os avanços da irrigação localizada, trazendo o que há de mais moderno no mundo. A irrigação localizada é utilizada em diversas culturas e tem a vantagem de utilizar menos água que os outros métodos. Por outro lado é menos flexível em na sua utilização.  Mas algumas novas aplicações ainda são desconhecidas de grande parte dos irrigantes e dos técnicos que atuam com irrigação. Nesse sentido o seminário busca apresentar as novas opções e fomentar a discussão sobre o tema.

O seminário irá contar com a presença de técnicos especializados no manejo e o relato de alguns produtores que apostaram nas novas aplicações da irrigação localizada e estão colhendo resultados surpreendentes. O público esperado é formado por agricultores, técnicos agrícolas, agrônomos, pesquisadores e estudantes do setor agrícola.

Na palestra Utilização Racional de Água na Agricultura Irrigada serão apresentados exemplos da utilização racional da água em Israel e a eficiência do uso da água na irrigação. Na palestra Princípios de Irrigação Localizada e suas Principais Aplicações será feito um histórico da irrigação por gotejamento, as principais operações e o funcionamento dos sistemas. Serão também abordados as suas principais aplicações em grandes projetos e na agricultura familiar. A apresentação Avanços Tecnológicos da IrrigaçãoLocalizada irá apontar algumas aplicações especiais, casos de sucesso como nas culturas do café e do arroz, e abordará o Digital Farming, uma nova tendência no campo. Para finalizar o evento, será dada a oportunidade para os irrigantes que utilizam essa tecnologia expressarem suas opiniões e visões sobre a irrigação localizada e os benefícios que obtiveram ao adotar estas tecnologias.