Agricultor aumenta renda irrigando uva no Sertão

A necessidade de diversificação de suas atividades agrícolas para melhorar a renda familiar, levou o agricultor Hélio José Monteiro, do Sítio Cajuí, no município de Triunfo, no Sertão, a cultivar uva.

Inicialmente, era uma observação experimental dos aspectos climáticos da região, mas com os resultados obtidos, ele decidiu continuar com o plantio.

No final deste mês Hélio inicia a colheita da atual safra. Mas ele tem produção por todo o ano devido ao sistema de irrigação utilizado.

O agricultor trabalha numa área plantada de 0,6 hectar com uvas do tipo Itália e Rubi, utilizando o sistema latada de irrigação por gotejamento, usando a mão de obra familiar.  Com assessoramento continuado de extensionistas rurais da Emater, o agricultor está satisfeito com o resultado obtido.

Com a experiência de quem morou vários anos em Pernambuco, numa região produtiva de uva, de certa forma já como algum conhecimento, ele também conta com os fatores favoráveis à implantação da cultura encontrados no imóvel, ou seja, terra e água de boa qualidade. Ele é o único produtor que se dedica a esta cultura no município.

Toda a produção de uva é comercializada no município, mas já existe procura de consumidores de cidades vizinhas depois que tomaram conhecimento da boa qualidade do produto. A garantia de mercado, deixou o agricultor ainda mais confiante no sucesso desta atividade.

Mesmo numa região de pouca chuva, o agricultor vem trabalhando com irrigação. Utiliza água de um poço tubular com uma vazão média de 1.800 litros por hora, já sentindo a necessidade de ampliar a área de plantação.

O agricultor também trabalha com diversificação de culturas, mas prioriza a produção de feijão também com irrigação, milho em sequeiro e galinhas caipiras.

Foto: Secom/PB

Segundo o extensionista Leonardo Alves da Silva Filho, o qual acompanha o produtor em todas as etapas desde os primeiros momentos quando este decidiu por cultivar uvas, disse que se trata de um exemplo de produtor acreditando que a região tem um grande potencial de produção não somente de uva, mas igualmente com outras culturas.

“O que muitos necessitam é de conhecimento e estímulo para produzir”, disse.

Recentemente o produtor recebeu a visita dos Agrônomos Daladier Marques e José Edson, acompanhados do chefe do escritório regional da Emater em Cajazeiras Edilson Pereira, na companhia do extensionista Leonardo Alves estiveram na comunidade em visita técnica para conhecimento as áreas de plantio de feijão e uva irrigados e troca de saberes e conhecimento com o produtor acumulado em mais de 50 anos de atividade agrícola.
Fonte: Paraíba Online

Após 30 dias sem chuvas, produtores do Sul de Goiás já contabilizam prejuízos de mais de 50% no milho e perdas podem aumentar

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O produtor Álvaro Fávero, da região da Catalão (GO), conta que as áreas de milho safrinha estão padecendo com a falta de chuvas, que perdura há mais de 35 dias.

De acordo com Fávero, as plantas tiveram bom desenvolvimento no começo, mas agora, na fase de enchimento, há um desânimo generalizado, apontando para um desastre semelhante ao ano passado.

O produtor plantou 220 hectares, que devem amargar as perdas decorrentes do reflexo dessa situação. Fávero também planta sorgo que, apesar de ser mais resistente, também sofre com os efeitos climáticos.

Em média, metade da safra da região está perdida, segundo Fávero. Além das áreas de sequeiro, as áreas de irrigação com pivô central também não devem conseguir ter boas produtividades, em funçãp dos baixos níveis das represas.

A colheita será realizada entre o final de julho e o começo de agosto. O preço do milho é baixo e, com rentabilidades em queda, deve ficar longe de cobrir os custos de produção. Para Fávero, o mais certo era destinar o milho para a silagem, o que ofereceria uma renda melhor, ainda que também pequena.

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta

Fonte: Notícias Agrícolas

Irrigação por gotejamento em Capim Tifton aumenta em mais de 40% a produção em fazenda em São Paulo

Irrigação por gotejamento em Capim Tifton aumenta em mais de 40% a produção em fazenda em São Paulo

A Fazenda São José, na cidade de Glicério/SP, está no ramo agrícola há mais de 40 anos produzindo cana, milho e soja, sob a direção de José Lourenço de Castro, proprietário. Em 2015, a Fazenda passou a produzir também Capim Tifton 85, que garante excelente valor nutritivo e alta relação folha/haste.

Sempre com investimentos em tecnologias, máquinas e equipamentos que apresentem grande rendimento para sua propriedade, Castro iniciou há dois anos a implantação do sistema de irrigação por gotejamento da Netafim, em um solo franco arenoso, em uma área de 23 ha. “Tivemos várias experiências com empresas de irrigação, mas optamos pela Netafim por apresentar um sistema de uso simples e fácil e pelo expressivo aumento nos números de produção, além da uniformidade proporcionada no capim”, explica Ronan Castro, consultor técnico da Fazenda São José.

A tecnologia da Netafim consiste em tubos gotejadores que conduzem a água e nutrientes por meio da nutrirrigação, diretamente nas raízes das plantas. O sistema de irrigação utilizado na Fazenda é o de gotejamento subterrâneo e provou-se tecnicamente e economicamente viável, além de benefícios em vários aspectos. “Registramos um consumo menor de água, queda de 35 a 55%, se comparado a outros sistemas. Não há desperdício de fertilizantes, pois a aplicação é uniforme e equilibrada em todo o campo; temos menor custo com mão de obra; e maior qualidade das fibras”, afirma o consultor.
Diferença entre a área irrigada à esquerda, com gotejamento subterrâneo da Netafim, e a pastagem sem irrigação​, à direita

A produtividade da São José também cresceu, em mais de 40%. Antes do sistema implantando pela Netafim, eram produzidos de 300 a 350 fardos por hectare, hoje, os números ficam entre 450 e 500. “Os resultados conquistados por nosso cliente reforçam a eficiência da irrigação por gotejamento. A produção e a rentabilidade da fazenda aumentaram assim como o padrão da pastagem e não há desperdícios”, aponta Cristiano Jannuzzi, gerente agronômico da Netafim.

Fruticultura recebe do Governo verba de R$ 1,6 milhão

Verba vem de convênios assinados pelo governador, em Mossoró, em março passado (Foto: João Vital)

Foto: Divulgação

O Governo do RN liberou na última segunda-feira (08) uma verba de R$ 1,6 milhão para projetos-piloto de fruticultura irrigada. Foram destinados R$ 938 mil para Cooperativa de Agricultores e Agricultoras Familiares de Mossoró (COOAFAM) e R$ 740 mil para a Associação Terra Prometida. O valor faz parte de convênios firmados pelo governador Robinson Faria com as entidades, em Mossoró, no dia 18 de março deste ano, em mais uma ação efetiva de incremento à fruticultura. “O governador Robinson quer celeridade, os pequenos agricultores também. Passada a etapa dos estudos de viabilidade econômica e de visitas de especialistas do Banco Mundial, da FAO e dos técnicos do Estado, vamos iniciar a etapa de acompanhamento das obras e compra de equipamentos”, explica Vagner Araújo, Secretário de Gestão e Metas.

O investimento nesses projetos-piloto de fruticultura irrigada para o município de Mossoró é destinado à construção de uma unidade de processamento de fruta dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Agricultura para comercialização da polpa de fruta. Além da instalação de um sistema de irrigação fotovoltaico que possibilitará o aumento da produção das frutíferas, um galpão para armazenamento de carga e descarga, um refeitório e um escritório onde funcionará a administração da cooperativa.

“Com esses investimentos o Governo estimula o aumento da produção de frutas e auxilia os pequenos agricultores a comercializar mais seus produtos”, afirma Guilherme Saldanha, secretário da SAPE. Os recursos desses investimentos são do Governo do RN, por meio do Governo Cidadão, através do Acordo de Empréstimo com o Banco Mundial. Ambas as organizações já assinaram contrato para a execução e acompanhamento do investimento com a Cooperativa Terra Livre, que está preparando os documentos para dar início as atividades, de acordo com o plano de trabalho.

Fonte: G1

Milho verde dos festejos juninos está garantido pela irrigação pública do Estado

Sergipe, no campo, correu para plantar e suprir a demanda do milho verde para os festejos juninos, quando é tradicionalmente consumido cozido in natura, ou como base para diversos pratos típicos. O produto só pôde ser plantando na maioria das lavouras a partir de meados de março, quando se deram as primeiras chuvas de 2017. O mesmo não ocorreu nos perímetros de irrigação pública do Governo do Estado, onde é possível colher antes ou após do São João, independente do que ‘manda’ São Pedro.

Irrigação por mangeiras de gotejamento tem vantagem por ser fixa e não desperdiçar água por troca de lugar, é mais barata, sofre menos com entupimento e perimite a fertirrigação

Foto: Divulgação

Embora as chuvas tenham faltado no ano passado, e isso esteja hoje prejudicando a irrigação em alguns desses polos irrigados, essa possibilidade de cultivo do milho, independente do que permite a meteorologia, ainda está sendo possível na maioria dos perímetros estaduais administrados pela Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro). Só na unidade de Lagarto, a 69km de Aracaju, quando as chuvas chegaram em março, já eram 25,63 hectares (ha) plantados, o que vão gerar, passando 80 dias, 387.525 espigas de milho verde, para entrar junho com o alimento na mesa dos sergipanos.

Gildo Almeida Lima, gerente do Perímetro Piauí da Cohidro em Lagarto, acompanha os produtores de milho e fala do que muda na produção quando é possível contar com irrigação no lote. “Totalmente diferente né? A gente cultiva, fora de época, vários tipos de produção, de produto. Como o milho verde agora. Esse aqui foi plantado na época de estiagem e já está na fase de colheita”, assinalou visitando a área plantada pelo agricultor irrigante José Roberto de Jesus.

No lote de 4ha de José Roberto, 2,64 estão ocupados com o milho plantado há 70 dias, já bem perto da colheita, que acontece após dos 80. Embora tenha água para plantar o ano todo, prefere seguir a tradição. “Porque a gente planta no dia de São José. É que quando em São João, ele está maduro, ‘tá’ pronto para comer. Garante a festa com pamonha e canjica. A produção está boa e as vendas, pelos preços, acreditamos que estejam melhor de que o ano passado”, disse o produtor, que tem oferta de compra, para toda a lavoura, de R$ 0,50 a espiga no pé.

Técnico Agrícola da Cohidro no Perímetro Piauí, José Américo explica que o preço praticado na maioria das plantações irrigadas é feito com o milho no pé, ou seja, é pago o valor pelo número de espigas arrancadas na lavoura, mas quem arca com o custo de colheita é o comprador. Segundo ele, os fatores climáticos influenciaram uma grande alta de preços do produto. “Subiu mais de 10% e a tomada de preço, no ano passado era de R$ 0,40 e hoje é R$ 0,50, por cada espiga”, afirmou.

Fatores climáticos

Embora a irrigação pública pela Cohidro, transponha a necessidade de chuvas para plantar, os perímetros irrigados ‘guardam a água da chuva’ em barragens para então ser usada o ano inteiro. Água que vem de rios e tirando o São Francisco, responsável por abastecer o Perímetro Califórnia, em Canindé de São Francisco (213Km de Aracaju) e o Platô de Neópolis (121km de capital), todos os outros cinco têm sua perenidade dependente da pluviosidade que ocorrer em Sergipe. Deste modo, 2016 foi um ano atípico, de baixíssima precipitação em todo estado e fez com que a irrigação tivesse que ser racionada e em certos casos, já em 2017, interrompida. Segundo o diretor de Irrigação e Desenvolvimento Rural da Cohidro, João Quintiliano da Fonseca Neto, isso prejudicou a produção tanto do milho como de outras culturas.

“O ano de 2016 foi um ano com dificuldade de chuva e com isso, nós sofremos com o armazenamento de água nas barragens, principalmente em Jacarecica I (em Itabaiana, 54km da capital) quando a partir de janeiro de 2017 nós tivemos que paralisar totalmente a operação. A Ribeira (Itabaiana), que é uma barragem importantíssima para produção de alimentos para o estado de Sergipe já estamos fazendo racionamento e torcendo para que as chuvas aconteçam e volte a reabastecer a sua bacia hidráulica e com isso possamos continuar irrigando. E Jacarecica II (abrangendo Malhador, Riachuelo, Areia Branca e distante 49km de Aracaju), que é a nossa maior barragem, por enquanto não temos racionamento mas sofreu uma grande redução do seu volume hídrico e a princípio, não exige risco de paralisação”, esclareceu João Fonseca.

Presidente da Cohidro, José Carlos Felizola ainda exalta o fato de os irrigantes tenham maiores chances de continuar garantindo sua renda no campo, mesmo com a estiagem prolongada. “Com a seca que se abateu em nosso Estado, só pôde plantar o milho, antes da chuva, quem faz parte de projetos irrigados. Isso põe nossos irrigantes à frente na comercialização, faz com que o seu produto chegue mais cedo no mercado, melhorando a condição de venda. Além de que, quando plantam perto do São João, têm a certeza de que haverá água para fazer crescer as plantas, a colheita é certa”, avaliou.

Otimismo

José Raimundo Simão e Fontes e outro produtor irrigante do Perímetro Piauí. Ele plantou seu milho há 50 dias, em uma área de 0,82ha. Ele aproveitou da irrigação pública para também investir na produtividade e diminuição de custos com mão de obra, eliminando o processo manual de adubação pós-plantio. Para tal, utiliza mangueiras de gotejo alimentadas por um sistema de ‘fertirrigação’, onde os nutrientes necessários ao desenvolvimento da planta vão diluídos na água de irrigação. Para o agricultor, dispor de milho para vender antes dos produtores convencionais, que plantam no sequeiro, ajuda muito na rentabilidade do cultivo. “Tem quadro que em São João é melhor e antes de São João é melhor ainda”, justifica.

José Roberto já plantava antes de adquirir um lote no Perímetro Piauí e para ele, a mudança é grande. “Antes era mais complicado, porque não tinha irrigação, a gente esperava o período da chuva. Hoje, com a irrigação, a gente já pode plantar antes de São José, já vai molhando, tem água o suficiente, já facilita a colheita, mais”. No calendário popular do nordestino, o 19 de março é a data mais propícia para ocorrer a primeira chuva de inverno, molhar a terra e então iniciar o plantio do milho colhido para o São João. Para o produtor, a irrigação cria autonomia e gera mais produtividade. “É, exatamente, não necessita tanto da chuva. Fica mais independente para o agricultor. Sempre melhora a produção, sempre dá espiga melhor. Fica bonito, não é?”.

“Com relação ao plantio de milho, a época é propicia nesses perímetros que ainda temos água para fornecer para a irrigação, a exemplo de Lagarto, a exemplo da própria Itabaiana, na Ribeira e em Canindé de São Francisco. Nós temos uma produção de milho que irá atender na época junina à população do Estado de Sergipe”, conclui o diretor João Fonseca. Ele ainda expõe que no ano passado foram 765ha cultivados com o milho verde em todos os polos irrigados administrados ou gerenciados pela Cohidro, incluindo o Platô de Neópolis, o que gerou uma produção de 3.888 toneladas.