Benefícios da irrigação por gotejamento

A utilização de irrigação por gotejamento, além de economizar água, traz benefícios como incremento na produtividade independentemente da cultura onde é aplicada.

Não é de hoje que a água é alvo de grandes debates. Este item vital presente em nosso dia a dia já foi tema de músicas, campanhas governamentais e até mesmo protestos. Por conta da escassez recente, a forma como utilizamos a água tem sido questionada e criticada. É uso em excesso, desperdício, poluição de rios, falta de chuvas, crise hídrica, enfim a coisa não está muito boa quando o assunto é este.

E só sentimos na pele o quão importante este bem é para a sociedade quando o País passou, e vem passando, pela crise hídrica. Todos os setores foram atingidos, mas a área que mais sofreu com isso, sem dúvida, foi a rural, a agricultura. Este setor primário, responsável pela produção de matéria-prima, é de grande peso para o PIB nacional, pois representa por volta de 25% do valor total.

Hoje, a agricultura responde pelo consumo de 72% de toda a água disponível para consumo, fazendo com que ela seja considerada uma “grande vilã”. Como parâmetro podemos utilizar o cultivo de café. Uma planta de café necessita de cinco litros de água por dia para se desenvolver. Na irrigação localizada são usados os exatos cinco litros, enquanto que outras tecnologias e métodos convencionais gastam cerca de oito. Com o método do gotejamento, portanto, a economia é de 33%. Mas, por este motivo de desperdício, a agricultura tem sido questionada por seu alto consumo hídrico.

Para que as críticas negativas ao mundo do agronegócio diminuam é necessário que essas novas tecnologias façam parte do dia a dia do produtor, sem dificuldade. E não somente pensando na diminuição do uso da água. Sim, isso é importante. Mas em um País que em 2050 deverá alimentar mais de nove bilhões de habitantes pelo mundo, também será preciso aumentar a capacidade produtiva. E neste processo, temos que pensar além de plantio e colheita.

Dados da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos) mostram que o Brasil tem quase 30 milhões de hectares para irrigar. Cerca de cinco milhões usam essa tecnologia, sendo que em menos de um milhão deles é usada a técnica de irrigação localizada por gotejamento. Enquanto que outros países, que enfrentam o problema de falta de água como Israel, Índia, Costa Oeste dos Estados Unidos, já usam esse sistema que é mais eficiente e não desperdiça a água. Foi nesse cenário de escassez de água que a irrigação por gotejamento foi inventada pela Netafim na década de 60, numa estrutura de kibutz: uma forma de coletividade comunitária israelita – tendo função essencial na criação do estado judeu.

Na irrigação localizada são usados os exatos cinco litros de água que a cultura do café necessita, enquanto que outras tecnologias e métodos convencionais gastam cerca de oito. Com o método do gotejamento, portanto, a economia é de 33%.
Na irrigação localizada são usados os exatos cinco litros de água que a cultura do café necessita, enquanto que outras tecnologias e métodos convencionais gastam cerca de oito. Com o método do gotejamento, portanto, a economia é de 33%.
Na irrigação localizada são usados os exatos cinco litros de água que a cultura do café necessita, enquanto que outras tecnologias e métodos convencionais gastam cerca de oito. Com o método do gotejamento, portanto, a economia é de 33%.
Na irrigação localizada são usados os exatos cinco litros de água que a cultura do café necessita, enquanto que outras tecnologias e métodos convencionais gastam cerca de oito. Com o método do gotejamento, portanto, a economia é de 33%.

IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO

Nesse sistema desenvolvido há 50 anos, a água é levada de forma pontual através de tubos que contêm gotejadores, produtos que controlam a pressão e liberam as gotas conforme o horário e em quantias necessárias para cada tipo de planta.

Atualmente, mais de dez milhões de hectares em todo mundo já são irrigados com os gotejadores da empresa. Essa tecnologia tem ajudado produtores a terem um maior rendimento utilizando menos recursos e evitando o consumo excessivo de água, energia e produtos químicos. Respeitando a natureza, não apenas sustenta o que já existe, mas cria e garante um abastecimento confiável para o amanhã.

Além da água, para o bom desenvolvimento das plantas, é requerida a utilização de fertilizantes. Este sistema de irrigação localizada por gotejamento permite a técnica de fertirrigação que leva junto da água os nutrientes necessários, garantindo que o resultado da colheita seja cada vez melhor.

Por mais que os tubos gotejadores possam ser instalados em vários tipos de cultura como milho, soja, citrus, café, cacau, seringueira, cultivos de horticultura entre outras, essa tecnologia necessita de estudos de viabilidade com levantamento de dados sobre o clima, solo e a cultura, pois a quantidade de água utilizada depende da evapotranspiração da plantação, ou seja, a perda de água do solo por evaporação e a perda de água da planta por transpiração. Ainda assim é uma irrigação que não tem restrições, desde que haja energia, é possível fazê-la em qualquer topografia ou estado de área.

Na irrigação por gotejamento a água é levada de forma pontual através de tubos que contêm gotejadores, liberndo as gotas em quantias certas para cada planta.
Na irrigação por gotejamento a água é levada de forma pontual através de tubos que contêm gotejadores, liberndo as gotas em quantias certas para cada planta.

TUBOS FLEXÍVEIS

A instalação desses tubos ficou ainda mais fácil depois que o PVC foi substituído pelos flexíveis. Eles foram desenvolvidos para serem mais leves, resistentes e flexíveis, como o próprio nome já diz. Esses tubos se adaptam melhor para os sistemas móveis, pois facilita na hora de transportá-los e também de guardá-los, após a colheita. O produto é de polietileno e mais robusto e durável, possibilita que máquinas passem por cima dele sem danificá-lo.

Esses tubos são 100% recicláveis e certificados pelo padrão de qualidade ISO 16438 do segmento. Neste processo, os tubos flexíveis também vêm prontos direto da fábrica para que os produtores não se preocupem com a colagem das conexões nem com os furos (antes feitos direto no campo), o que garante maior precisão da instalação.

APLICAÇÃO EM DIVERSAS CULTURAS

Há muitos casos de sucesso em território brasileiro. Essa tecnologia foi testada nas últimas duas safras de arroz na região de Uruguaiana (RS) e como resultado quase duplicou a produtividade, saindo de 7,5 toneladas por hectare (através do modelo tradicional: irrigação por inundação) para 12 toneladas por hectare (usando a técnica de irrigação por gotejamento). Além disso, no sistema de inundação, gastam-se três mil milímetros de água por hectare, enquanto que no gotejamento foram usados apenas mil milímetros de água por hectare.

O sistema também foi implantado em uma das fazendas da Usina Santa Fé, numa área de cana-de-açúcar de 100 hectares que logo no primeiro corte deverá render um total de 205 toneladas/hectare, produtividade muito maior quando comparada a outros métodos.

Um produtor de café de Minas Gerais, desde 2006, adquiriu uma área de 400 hectares e investiu no gotejo. Ele saiu de uma média de 30 sacas por hectare (produtividade média em sequeiro) para uma produtividade média (seis colheitas) acima de 60 sacas por hectare.

O aumento de produtividade é recorrente em várias culturas. Com o tomate, não foi diferente, como ocorreu com um produtor no estado de Goiás. Considerando somente o incremento médio de produtividade de 40t/ha com a utilização da irrigação por gotejamento subterrâneo e o preço da tonelada em torno de R$ 200,00, houve um incremento de renda de R$ 8.000,00/ha

Histórias como estas mostram que é possível que a agricultura brasileira caminhe rumo à sustentabilidade. O resultados dessas práticas, ao longo dos anos, virão. É preciso haver dedicação, esforço e, acima de tudo, planejamento. O caminho possui muitos espinhos, mas nada que não possa ser dobrado.

Os tubos são feitos de polietileno, que são mais robustos e duráveis, possibilitando que máquinas passem por cima deles sem danificá-los.
Os tubos são feitos de polietileno, que são mais robustos e duráveis, possibilitando que máquinas passem por cima deles sem danificá-los.

Carlos Sanches, Netafim

Câmara Temática de Irrigação é criada no RS

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Buscar alternativas para dar eficácia à política estadual de irrigação, ampliando-a com novos programas e aperfeiçoando os existentes. Com esse objetivo, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Sapdr) publicou, nesta sexta-feira (22), uma Instrução Normativa que cria a Câmara Temática da Irrigação.

Segundo o secretário Covatti Filho, a intenção é ouvir sugestões de representações de produtores rurais, fabricantes de equipamentos, empresas elaboradoras de projetos e demais parceiros da irrigação. “Investir em irrigação é a melhor resposta que podemos dar para a seca. Por isso criamos a Câmara Temática para discutir um programa consistente para ampliação da área irrigada no Estado e garantir mais segurança ao produtor quando faltar de chuva”, pondera Covatti.

O diretor de Políticas Agrícolas da Seapdr, Ivan Bonetti, informa que os cultivos de verão como milho, soja, feijão, além de outros de sequeiro como frutíferas e hortaliças, somam cerca de sete milhões de hectares, dos quais, atualmente, menos de 3% contam com irrigação. “Afora estes, existe também a necessidade de irrigação nas pastagens para a produção leiteira e de corte”, argumenta.

Por outro lado, conforme ele, o regime anual de chuvas do Rio Grande do Sul é muito bom, ao redor de 1.600 mm/ano. “O que permite fazer reservação de água que normalmente é usada como uma irrigação suplementar, ou seja, utilizada por algumas semanas nos meses de verão, mas sendo decisiva para garantir boa produtividade das lavouras”, explica Bonetti.

Ele conta ainda que a Seapdr desenvolve o Programa Mais Água, Mais Renda, cuja Licença de Operação foi recentemente estendida por mais um ano pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). “Graças a este programa, foram irrigados 86.500 hectares nos últimos anos, sendo que 70% nos três anos subsequentes à estiagem de 2012. O Programa Segunda Água, em parceria com o governo federal, também vem beneficiando agricultores familiares”.

Bonetti esclarece que, por meio da Câmara Temática da Irrigação, a expectativa é ampliar tanto a reservação de água como os projetos de irrigação, para que os agricultores tenham mais segurança em suas atividades. “Assim, estarão preparados para enfrentar as recorrentes estiagens no Estado”.

Fonte: Agrolink

Cinco dicas para você escolher o melhor filme agrícola

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Alta resistência e durabilidade. Esses são dois importantes aspectos que o produtor rural deve se atentar na hora de adquirir um filme agrícola. Se a escolha for adequada, o agricultor poderá ter diversos benefícios, como ampla proteção para o cultivo e menor incidência da luz ambiente.

Entre os tipos de filmes existentes, os mais comuns são: difusor (utilizado para estufas de mudas, tomates, pimentão, hidroponia e frutas), Maxilux (usado para estufa de flores e hortaliças que exijam maior difusão de luz/qualidade de luz), transparente (ideal para estufas, túneis altos e baixos na secagem e produção), leitoso (recomendado para estufas, túneis altos e baixos para cultivo) e Mulching (este material impede o crescimento de ervas daninhas no canteiro de hortaliças, frutas e flores).

Para que você escolha o melhor tipo de filme, Silvano Tasca, Técnico Agrícola da Nortene vai compartilhar a seguir cinco dicas valiosas. Confira:

  1. Utilização: você precisa se atentar a utilização do filme. Não tente generalizar e usar o mesmo filme para diversos cultivos. Caso você faça isso, não irá se beneficiar de todos os recursos disponíveis pelos materiais. No final, terá a sua produtividade prejudicada.
  2. Material do filme: a qualidade do material usado nos filmes é essencial e deve ser sempre observada. A utilização de um ótimo material contribuirá diretamente para que o filme tenha uma maior vida útil.
  3. Durabilidade: a relação custo/benefício depende da durabilidade. Portanto, fique atento porque plásticos não tratados da forma correta poderão degradar rapidamente.
  4. Assistência técnica: é fundamental atentar se o produto possui assistência técnica especializada. Pesquise também se o fabricante é referência no mercado e há quanto tempo ele está comercializando o produto. Essas informações são muito importantes!
  1. Produtividade: a aplicação de um bom filme agrícola poderá aumentar a produtividade. Pense nisso e faça contas de longo prazo. Pense sempre pela qualidade dos produtos que você adquirir.

Estes são alguns requisitos para a escolha de um bom Filme Agrícola, seja qual for o seu projeto de Plasticultura (HF) use essas dicas para o seu negócio. ‘’Levando isso em conta na hora da aquisição do material, você produtor rural com certeza terá um grande sucesso no seu projeto’’, completa Silvano Tasca.

Escolha correta do aspersor para irrigação

A escolha do aspersor para o projeto de irrigação exige conhecimento técnico e teórico, pois ela irá determinar todos os parâmetros e características da área irrigada, como comprimento, diâmetro, espaçamento das linhas laterais e a potência do conjunto motobomba. Além disso, a disponibilidade de aspersores e peças de reposição no mercado também devem ser levadas em consideração.

O último senso agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, realizado em 2006, indica aproximadamente 4,536 milhões de hectares irrigados. Em 2013 a Agência Nacional de Águas (ANA) aponta 6,04 milhões de hectares irrigados no Brasil.

A irrigação por aspersão no Brasil tem se expandido nos últimos anos, principalmente devida a aplicação, via fertirrigação, de vinhaça nas áreas cultivadas com cana-de-açúcar. Atualmente, há no Brasil 2,486 milhões de hectares irrigados por aspersão e pivô central, representando 41% do total da área irrigada.

A escolha do aspersor a ser adotado na elaboração de um projeto de irrigação exige do projetista conhecimento operacional do aspersor, ou seja, técnico e também teórico. Para um projetista, não é simples definir o aspersor a ser instalado e utilizado, pois a escolha do aspersor irá determinar todos os demais parâmetros e características da área irrigada, como, comprimento, diâmetro, espaçamento das linhas laterais e por consequência a potência do conjunto motobomba. Além disso, o projetista deve avaliar a disponibilidade de aspersores e peças de reposição no mercado, bem como seu custo.

É fundamental que o projetista de irrigação deixe claro para o irrigante a relação intrínseca que existe entre os fatores: distribuição dos aspersores na área (espaçamento e disposição), uniformidade de aplicação de água, eficiência de aplicação de água, economia de água e produtividade obtida.

Em termos gerais e para seleção de aspersores, sugere-se que sejam incipientemente adotados os seguintes critérios: vazão, pressão de operação, raio de alcance do jato, uniformidade de aplicação de água, ângulo do jato, grau de pulverização, mecanismo de rotação, durabilidade, custo e peças de reposição. Portanto, a escolha do aspersor a ser utilizado é de fundamental importância para o início da elaboração de um projeto de irrigação por aspersão, características que permitirá ao projetista o início da elaboração do layout do sistema como dos cálculos hidráulicos.

Outro ponto importante na escolha do aspersor é sua intensidade de aplicação (Ia), obtida pela relação entre sua vazão e seu espaçamento. Por exemplo, um aspersor de vazão 1,56 m/h instalado em espaçamento quadrado de 18×18 m tem uma Ia igual a 4,81 mm/hora, este mesmo emissor instalado em 6×6 m tem uma Ia igual a 43 mm/hora. Esta informação é importante, pois o valor da Ia nunca poderá superar a velocidade de infiltração de água no solo (VIB), caso contrário a lâmina aplicada não será totalmente infiltrada, gerando problemas com escoamento superficial na área irrigada.

Reforçando a afirmação da importância da escolha do aspersor, lembramos que o bocal do aspersor é o último ponto de controle de água pelo irrigante, ou seja, a partir do momento em que a água é aspergida para atmosfera não temos mais seu controle e nesse momento a distribuição da água na área irrigada estará sujeita às interferências ambientais.

Diversos fatores construtivos e dimensionais afetam a uniformidade de distribuição de água pelo aspersor. Entre fatores construtivos como tensão da mola, velocidade de rotação, ângulo do jato, a arquitetura interna do bocal são características muito importantes. Bocais podem possuir diversas formas de seção, variação no seu comprimento, bem como apresentar ranhuras para promover a pulverização ideal do jato de água, e qualquer alteração nessas características irá resultar em mudanças na vazão, velocidade do jato e distribuição de água pelo aspersor.

Os aspersores podem ser classificados sob diferentes aspectos, podendo ser em função do mecanismo de ação (impacto, reação e de turbina), da velocidade de giro (rápido e lento) e também da pressão de trabalho (baixa, média e alta). Os aspersores com mecanismo de ação por impacto e com dois bocais são os mais comuns. O raio de alcance, assim como a vazão e o diâmetro do bocal dos aspersores também poderiam ser parâmetros de classificação, porém estas características são interdependentes.

O raio de alcance do jato d'água do aspersor é influenciado pela velocidade de giro como pela pressão da água.
O raio de alcance do jato d’água do aspersor é influenciado pela velocidade de giro como pela pressão da água.

Os aspersores também podem ser classificados como setoriais (giro parcial) ou de giro completo (360º). Os setoriais são muito utilizados na irrigação paisagística, gramados e em irrigação de pastagens, onde não se deseja molhar o corredor de circulação dos animais, bem como os comedouros.

O raio de alcance do jato d’água do aspersor, por exemplo, é influenciado pela velocidade de giro como pela pressão da água. Assim sendo, menor a velocidade de giro e maior a pressão de serviço em que a água está sujeita no interior do tubo, maior será o raio de alcance do jato de água.

O bocal de um aspersor é objeto de estudo e aperfeiçoamento das empresas fabricantes e dos institutos de pesquisa, por ser este um dos principais componentes dos aspersores e por influenciar de forma direta na uniformidade de distribuição de água no solo. Além da variação do diâmetro, os bocais possuem diferentes formas na seção de escoamento como em seu comprimento.

Aspersores estacionários também são comuns. Sendo estes muito utilizados na irrigação paisagística e em pivô central. A vantagem deste aspersor é que ele não apresenta movimento de rotação, logo não há desgaste nas peças sujeitas aos atritos. Entretanto, os aspersores pulverizadores, geralmente são de baixa vazão com curto raio de alcance do jato d’água.

Encontram-se no mercado uma gama ampla de modelo de aspersores, com variada capacidade de aplicação de água. Há os mini-aspersores, os quais apresentam vazão em torno de 300 L/h, trabalhando com pressão de 1,0 kgf/cm. E na extremidade superior, podemos encontrar aspersores com vazão de 160.000 L/h, trabalhando a 7,0 kgf/cm.

Para melhorar a uniformidade de distribuição de água, há aspersores autocompensantes. Também é comum os projetistas instalarem na base do aspersor, válvulas reguladoras de pressão, que tem por finalidade equalizar oscilações de sobrepressão no sistema, que acarretaram mudanças nas características de trabalho do aspersor. Entretanto, temos que elucidar os usuários de irrigação que sempre que uma válvula como essa atua, ela está provocando aumento na perda de carga, consequentemente, aumento no gasto de energia.

Na instalação dos aspersores no campo devem ser respeitadas as características definidas em projeto, principalmente o delineamento das tubulações em campo. Normalmente os aspersores estão espaçados, entre si, de 6×6 m, pois as tubulações têm este padrão de fábrica, e a inserção de aspersores na junção de dois tubos evita cortes na tubulação. De modo geral, espaçamentos maiores implicam em irrigações menos uniformes, em contrapartida com um menor custo de projeto. Por exemplo, a mudança de espaçamento de 12 para 18 m significa uma economia de 30%. É recomendado que para o equilíbrio desta situação fossem realizadas simulações com softwares e testes de uniformidade em campo, nas condições do local de uso dos aspersores.

Tão importante quanto o espaçamento é a altura de instalação dos aspersores, sejam eles fixos ou móveis. É interessante observar que no momento da elaboração do projeto o projetista tem o foco voltado para a cultura que será irrigada naquele momento. Porém, a posteriori o produtor pode vir a migrar para outros cultivos, que sendo de porte diferente daquele outrora utilizado, pode gerar problemas de uniformidade de aplicação da água, devido a interceptação do jato dos aspersores. Para diminuir este problema é pertinente aumentar o tubo de subida do aspersor, por meio de prolongadores, adaptando o mesmo para a altura que se deseja irrigar, lembrando que quanto mais alto estiver posicionado mais sofrerá o efeito dos ventos. A elevação do aspersor gera aumento na tubulação de subida e por consequência aumento na altura manométrica, requerendo maior pressão para funcionamento do sistema.

O custo atual de um aspersor pode varia de R$ 15,00 para os aspersores de baixa vazão até o valor R$ 4.000,00 para os aspersores de elevada vazão. De uma maneira geral e considerando todos os acessórios para montagem de um sistema de aspersão, o custo do aspersores pode representar de 5% a 15% do total. Essa variação pode ser em função do preço do aspersor e do espaçamento de disposição o que implicará na variação uniformidade de aplicação de água desejada.

Portanto, para seleção ideal de um aspersor, ou seja, aquele que apresentará menor custo ao irrigante e melhor uniformidade de aplicação de água, sugere-se estudos aprofundados, bem como a consulta a especialistas.

Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.
Diferentes modelos de aspersores encontrados no mercado. Cada projeto é feito para proporcionar diferentes velocidades, capacidade de distribuição e alcance da água.

Alexandre Barcellos Dalri, Luiz Fabiano Palaretti, UNESP/FCAV

Artigo publicado na edição 158 da Cultivar Máquinas.

Irrigação inteligente promove estabilidade e aumento da produtividade da soja

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A produtividade em uma safra de soja é definida por vários fatores, dentre eles: condições climáticas, genética do material utilizado, fertilidade da área, fitossanidade, entre outros, que interligados culminam na produção final obtida pelo produtor.

A média de produtividade da soja no Brasil, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), é em torno de 55 sacas/ha. Ela é influenciada principalmente pelas irregularidades pluviométricas ao longo dos anos agrícolas em diversas regiões produtoras de grãos e também, pela inadequada fertilidade do solo e nutrição das lavouras, fatores que culminam em baixas de produtividade.

Desde a implementação do primeiro projeto de irrigação por gotejamento subterrâneo para o cultivo de grãos no Brasil, feito pela Netafim,  em 2012, na Fazenda Três Capões,  em uma área de 81/ha, no município de Palmeiras das Missões-RS, os resultados preliminares de produtividade da soja demonstraram-se muito satisfatórios, com safras atingindo produtividades superiores a 100 sacas/ha. Atualmente a média de produtividade da soja no sistema é 46% maior se comparada às médias das áreas de sequeiro da fazenda.

A exemplo da Fazenda Três Capões, e de outras em diferentes regiões produtoras de grãos no país, que aderiram a tecnologia de irrigação por gotejamento subterrâneo e que estabilizaram e aumentaram suas produtividades de soja, estão: a Fazenda Santa Cecília, no município de Vicentinópolis-SP e a Fazenda Tabapuã dos Pirineus, localizada no município de Cocalzinho de Goiás-GO.

Na fazenda Santa Cecília, nas cinco safras de soja realizadas, a produtividade média foi de 85 sacas/ha, em torno de 40% superior à produtividade média das áreas de sequeiro da fazenda. A fazenda Tabapuã dos Pirineus, que possui uma produção média de 55 sacas/ha na condição de sequeiro, deu um salto na média de produtividade para 97 sacas/ha em sua área irrigada por gotejamento subterrâneo, média 76% superior.

A estabilidade e saltos de produtividades que as fazendas estão obtendo com a utilização da tecnologia é proporcionada pela garantia de reposição hídrica das plantas em casos de déficit hídrico durante seu ciclo fenológico e também, pela flexibilidade do produtor em colocar em prática estratégias de nutrição da soja através do sistema de irrigação por gotejamento subterrâneo,  diretamente no sistema radicular, de forma parcelada, de acordo com a demanda e ciclo fenológico da planta. A técnica é denominada Fertirrigação, ela aumenta a eficiência da aplicação e o aproveitamento dos nutrientes pela planta, diminuindo perdas e consequentemente aumentando a produtividade.

Atualmente a Netafim conta com mais de 60 projetos de gotejamento subterrâneo para grãos e fibras em escala comercial, destacando projetos de grande porte já em funcionamento, como na Fazenda Luzinha, no município de Camapuã-MS, contemplando uma área de 370 ha. Além da soja, a irrigação inteligente vem ajudando os produtores a aumentar consideravelmente a produtividade e a rentabilidade de diferentes cultivos, como:  milho, feijão, algodão e culturas forrageiras.