Mais de 20 km de canais de irrigação são reformados

O Governo do Distrito Federal está concluindo a revitalização de dois sistemas de abastecimento de água nos núcleos rurais Vargem Bonita, no Park Way; e, Santos Dumont, em Planaltina. As obras, esperadas há mais de 20 anos, vão representar uma solução para cerca de 150 produtores rurais, que enfrentam dificuldades no período de estiagem. São mais de 20 quilômetros de novos canais de irrigação, onde o GDF local investe cerca de R$ 5,4 milhões. 

Além de garantir água durante todo o ano, a nova tecnologia vai ajudar a não desperdiçar recursos hídricos. Na revitalização, estão sendo utilizados tubos de polietileno de alta densidade capazes de eliminar em 50% as perdas de água por infiltração no leito do canal, que hoje é de terra. “Dessa forma, será possível assegurar o abastecimento de água para as atividades agropecuárias, principalmente na estiagem”, afirmou o extensionista rural da Emater, Leandro Moraes.

Canal antigo que está sendo desativado. Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Em Planaltina, cuja extensão rural representa quase 30% da área total do DF, o governo investe no canal de irrigação do Núcleo Rural Santos Dumont. Com aproximadamente 90 propriedades, a região foca sua produção em hortaliças, fruticultura, pecuária e piscicultura. A rede de abastecimento contempla 13 quilômetros de canais.

Orçadas em R$ 4,6 milhões, as obras são resultado de uma parceria entre a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), a Empresa de Assistência e Extensão Rural (Emater-DF), a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Paranaíba (CBH-Paranaíba) e produtores usuários do canal.

Durante anos a fio, muitas pessoas, instituições e entidades, além das já citadas, estiveram de alguma forma envolvidos no êxito do empreendimento. Grande destaque deve ser dado para a própria comunidade do Santos Dumont – que, por meio da Associação de Usuários do Canal de Abastecimento de Água do Núcleo Rural Santos Dumont (Aucasdu), sempre atuou para que a obra se concretizasse. Também cabe menção à Associação Multissetorial de Usuários de Recursos Hídricos de Bacias Hidrográficas (Abha) e ao programa Produtor de Água no Pipiripau, que envolve muitos outros atores essenciais para que a tubulação do canal virasse realidade.

Esperamos por muito tempo e agora estamos felizes, porque podemos nos programar para plantar o ano todo. Agora é garantia no fornecimento de água em todas as épocas, sem contar que não teremos desperdícioCláudio Tutomu, produtor rural

“Além de ajudar a área rural, vai beneficiar o público urbano das cidades de Planaltina e Sobradinho, já que parte da água que abastece essas cidades vem do Ribeirão Pipiripau, de onde é realizada a captação de água para o canal”, completa Leandro Moraes, ao prever a conclusão das obras para setembro.

O produtor rural Cláudio Tutomu explicou que, no ano de 2017, aquela área rural de Planaltina chegou a ficar sem o abastecimento de água, em decorrência da crise hídrica que o DF enfrentou. “Muitos agricultores perderam toda a lavoura. Depois daquele ano, nem todos passaram a plantar na seca com medo de perder o investimento”, contou. As intervenções, segundo ele, foram custeadas pela tarifa de contingência – cobrada sobre o consumo excessivo de água, no período crítico da crise hídrica – e de recursos provenientes do pagamento pelo uso da água na bacia hidrográfica do Rio Paranaíba, onde deságua o Ribeirão Pipiripau.

Cláudio Tutomu, produtor rural | Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

“Esperamos por muito tempo e agora estamos felizes, porque podemos nos programar para plantar o ano todo. Agora é garantia no fornecimento de água em todas as épocas, sem contar que não teremos desperdício”, comemorou o agricultor Cláudio Tutomu.

Vargem Bonita 

Na área rural do Park Way, o governo investe em intervenções nos canais de irrigação de Vargem Bonita, cuja extensão soma mais de sete quilômetros. A região é destaque na produção de hortaliças, especificamente de folhagem, culturas que demandam muita água para irrigação. 

Nas obras de substituição dos canais de água, o governo investiu cerca de R$ 850 mil em emenda parlamentar para beneficiar 55 produtores que solicitavam essa obra havia mais de 20 anos. “Esses canais são fonte de renda para muitos produtores que plantam e abastecem o Distrito Federal com produtos de qualidade”, afirma o secretário de Agricultura, Cândido Teles. “Trabalhamos juntos com a Emater para valorizar, prestigiar e levar a riqueza ao homem do campo”, completou. 

O produtor rural, Shoichi Sumida, contou que, com o fim da obra de revitalização do canal, espera que todos os produtores da região possam ter acesso à água. “A água é o bem mais importante possível, principalmente em épocas de seca. O canal existe há muito tempo, mas com a obra não temeremos mais perdas de água como existia antes. Esperamos que todos possam trabalhar tranquilos sem precisar ficar indo atrás de água”, ressaltou. 

Fonte: Agência Brasília

História de Sucesso: Agricultor produz mais de 80 mil pés de limão utilizando 100% de irrigação inteligente

Necessidades de irrigação para um limoeiro | Irrigação.Net

A família Cremasco é exemplo de que a união familiar é a chave para vencer qualquer obstáculo na vida. Os valores são passados de geração em geração, este é o ponto crucial para a felicidade.

Ivani Cremasco, é produtor rural desde 1986, mas o que chama atenção nesses 34 anos de profissão é a rapidez que conseguiu alavancar seu negócio. Produzindo limão e tomate em Mogi Guaçu, no estado de São Paulo, Cremasco conquistou produtividade do citrus logo em suas primeiras safras.

A produtividade alcançada em 80 mil pés de limão só foi possível utilizando o sistema de irrigação inteligente. A técnica israelense consiste em levar água e nutrientes diretamente até a raiz das plantas, por meio de tubos gotejadores.

Na lavoura não falta água, o sistema gota a gota economiza o recurso e garante a nutrição adequada para as plantas. Segundo Cremasco, após adoção de irrigação inteligente, as plantas consomem menos de toda a água disponível na fazenda, gerando assim alta produtividade e rentabilidade.

O produtor que começou com uma fazenda pequena, de apenas 27 ha, hoje conta com uma fazenda que equivale ao tamanho de 7 delas. Todas as propriedades possuem 100% de área irrigada através do gotejamento da Netafim. A irrigação inteligente chegou à lavoura e logo após o primeiro plantio, o produtor já conseguiu retornar mais da metade do investimento. 

E mesmo com os bons resultados já alcançados, Cremasco tem esperança de alcançar ganhos ainda maiores. “Acredito que a tecnologia tenha potencial para muito mais. Nosso segredo é a família unida. A nossa maior alegria é ver os filhos juntos e todos bem encaminhados aqui, Deus está presente”, finaliza.

Conheça um pouco mais sobre a história da Família Cremasco:  https://www.youtube.com/watch?v=2DMUnD2GbiY

Governo simplifica condições de uso da água na irrigação rural

normal_2

O Governo do Paraná, por meio da Resolução Conjunta nº 018/2020, estabeleceu condições e critérios para licenciamento ambiental e outorga de recursos hídricos para o processo de irrigação de terras agricultáveis no Paraná. As medidas têm o objetivo de simplificar a concessão de licença e tornar mais acessível essa prática aos produtores rurais.

“Com essa resolução, o Governo está destravando um empecilho para o desenvolvimento de algumas regiões do Estado, particularmente a do Arenito Caiuá, no Noroeste”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. A região tem cerca de 3,2 milhões de hectares e engloba 107 municípios, sendo responsável por 19,1% do Valor Bruto da Produção (VBP) paranaense, o que se traduziu em cerca de R$ 18,6 bilhões em 2019.

“O Noroeste tem potencial para fazer crescer esses números. Com o apoio concedido, que torna mais simples o licenciamento ambiental e possibilita barateamento do dinheiro para aplicar em irrigação, a prática tende a ficar mais acessível e é possível prever um salto exponencial na produção agropecuária regional nos próximos 10 anos”, completou Ortigara.

Para o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, a resolução aprimora o sistema de licença e outorga ambiental no Estado, de forma a compatibilizar a produção agropecuária com a necessária preservação dos recursos ambientais, particularmente o hídrico. “É imperioso que tenhamos uma linha condutora clara e simplificada para estimular o uso qualificado da água”, afirmou.

Segundo ele, nos períodos de estiagem a importância da água é muito mais perceptível, pois afeta grande parte das áreas urbanas. Mas essa situação é bastante angustiante no campo, onde a renda de muitas pessoas está atrelada à água em abundância e com qualidade. “A redução nas dificuldades para licenciamento e outorga do uso desse bem é um estímulo que o Governo oferece aos produtores rurais”, afirmou.

PROCEDIMENTOS – A resolução conjunta da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo estabelece que o porte do empreendimento – micro, pequeno, médio, grande e excepcional – é definido de acordo com a dimensão efetiva de área irrigada, que pode ir de inferior a 50 hectares até acima de 1 mil hectares. Com base nessas medidas, o documento determina os procedimentos para se conseguir o licenciamento ambiental e qual o método de irrigação a ser empregado.

As propriedades identificadas como micro, por exemplo, para qualquer um dos métodos de irrigação (aspersão, localizada e de superfície), precisarão apenas da Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental Estadual (DLAE). Se for de tamanho médio (de 100,1 ha a 500 ha), precisará da Licença Ambiental Simplificada (LAS) para aspersão ou localizada, e da Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO) para a irrigação de superfície.

A simplificação dos procedimentos inclui também a facilidade para que toda a documentação seja providenciada sem deslocamentos adicionais dos proprietários. Os requerimentos podem ser solicitados por meio do sistema automatizado do Instituto Água e Terra (IAT). Os documentos necessários estão descritos na Resolução Conjunta n.º 018/2020, publicada no Diário Oficial 10752, de 18/08/20. Eles também devem ser anexados ao processo de forma eletrônica.

A resolução estabelece que, para fins de concessão ou renovação de outorgas para uso de recursos hídricos, é obrigatória a instalação e operação de dispositivos de medição para controle de vazão captada e das horas de funcionamento. Também registra a necessidade de atendimento aos critérios contidos na Resolução Conama 357/2005, que dispõe sobre diretrizes ambientais e técnicas para o bom aproveitamento hídrico.

Por fim, o documento fortalece os programas do Estado e planos de desenvolvimento que têm a irrigação como parte integrante e fundamental, ao dispensar de pagamento de taxas referentes a serviços ambientais para obter a licença ambiental nessas condições.

Além dos dois secretários, a resolução é assinada pelo presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Luiz da Costa, e pelo presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná), Natalino Avance de Souza.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
http:///www.facebook.com/governoparana e www.pr.gov.br

Irrigação à distância com precisão facilita o manejo na fazenda

pivo-central.jpg

Diante da necessidade de isolamento social nos últimos meses, devido a pandemia, muitas atividades foram paralisadas. Agora, com a retomada gradativa, aos poucos a velha rotina vai se restabelecendo, porém, ainda é preciso ter muita cautela nessa retomada de convívio.  No campo não tem sido diferente, embora o trabalho – tido como essencial – não tenha parado totalmente, os produtores precisaram se readaptarem à nova realidade. Já os agricultores mais tecnificados, e que já possuíam e utilizavam o FieldNET Advisor não tiveram que alterar tanto suas rotinas, pelo menos no que diz respeito ao manejo de irrigação de suas lavouras.

Isso porque a ferramenta de gerenciamento remoto, desenvolvida pela Lindsay, multinacional especialista em tecnologias para sistemas de irrigação, é totalmente integrada à já reconhecida plataforma FieldNET, também da marca. A solução fornece informações precisas e objetivas de irrigação à distância ao produtor e ainda mostra se os pivôs estão operando como o programado, auxiliando na tomada de decisões.

De acordo com Gabriel Guarda, engenheiro agrônomo e analista de engenharia da empresa, o FieldNET Advisor tem como um dos seus objetivos otimizar o tempo do produtor gasto para fazer o controle, o gerenciamento e agora o manejo dos sistemas de irrigação da propriedade. “Em momento de isolamento teve muito produtor, por exemplo, que mora nos grandes centros, como São Paulo, e possuem fazendas em outros estados que remotamente conseguiram acompanhar tudo que estava acontecendo no seu sistema de irrigação à distância, diminuindo até mesmo o sentimento de mãos atadas”, destaca.

O produtor que utiliza o FieldNET Advisor, tem a facilidade de poder controlar a irrigação em sua propriedade com segurança, reduzindo todos os tipos de riscos, tantos para as culturas quanto para a saúde de todos os colaboradores na fazenda, pois evita-se o deslocando. “O coronavírus quebrou o paradigma de ter que estar presente fisicamente no local o tempo todo para conseguir fazer o gerenciamento e gestão da irrigação. A ideia é ter o menor trânsito de pessoas dentro da fazenda entre os funcionários e o produtor ficar o mínimo possível no operacional e economizar tempo de deslocamento para poder focar na gestão da propriedade fazendo as melhores negociações e tomando as melhores decisões”, afirma o analista da Lindsay.

Acompanhamento remoto com qualidade

O FieldNET Advisor fornece dados precisos e simplificados para o manejo do irrigante e funciona de forma muito simples. Basta o produtor, por meio de um smartphone, tablet ou computador inserir a cultura e suas características, o tipo de solo, e as datas de plantio e o FieldNET Advisor combinará automaticamente esses dados com informações meteorológicas precisas e dados históricos de irrigação do campo.

Em seguida, por meio de modelagem, ele vai monitorar o crescimento da cultura e a profundidade das raízes. Assim verificará a quantidade de água disponível no solo para a planta e prever as necessidades futuras da lavoura, a quantidade e o momento ideal para a irrigação, visando atingir o máximo do rendimento.

Fonte: Agrolink

O uso de irrigação por gotejamento com “Drip Protection”

Daniel Pedroso_10

Nos últimos anos as inconstâncias climáticas obrigaram o produtor rural a recorrer a sistemas de irrigação para garantir sua produção. Entre os métodos de irrigação utilizados, a irrigação por gotejamento vem se destacando como um método eficaz e de alto nível tecnológico.

Devido a suas características, a irrigação por gotejamento é utilizada não apenas como fornecedor de água nas culturas, mas também como um método eficiente de aplicação de fertilizantes (nutrirrigação). No entanto, com a necessidade em se reduzir os custos de produção da cultura, sem que haja danos ao meio ambiente, muitos produtores que possuem o gotejamento em suas lavouras passaram a adotar a tecnologia “Drip Protection”.

O “Drip Protection” é uma tecnologia desenvolvida pela Netafim, em que é possível aplicar moléculas químicas, orgânicas e produtos biológicos através dos equipamentos de injeção do sistema de irrigação por gotejamento.

Neste sentido, vários trabalhos em campo e experimentos científicos foram e continuam sendo realizados com o intuito de agregar outros sistemas de irrigação por gotejamento na cana-de-açúcar. As informações acumuladas em diferentes locais nos últimos anos mostram que já existe um vasto uso desta aplicação, muitas foram validadas em projetos experimentais acompanhadas pela Netafim em conjunto com as empresas desenvolvedoras dos defensivos e outras com base em testes simples avaliados em campo.

Por exemplo, em trabalhos realizados em quatro unidades produtoras nos estados de São Paulo e Minas Gerais mostrou-se que o uso do ingrediente ativo Tiametoxan via sistema de irrigação por gotejamento é eficiente para o controle das cigarrinhas das raízes (Mahanarva fimbriolata), obtendo um nível de controle igual a pulverização terrestre.

Para outra importante praga do solo, como o Sphenohorus levis, a injeção do Etiprole e Tiametoxan + Lambda Cialotrina sob a aplicação pelo sistema de gotejamento reduziu a população dessa praga de 6,0% para 2,0% dos campos de produção de outra usina localizada em São Paulo.

Na região nordeste do país, vários trabalhos foram realizados para o combate de pragas, principalmente no caso da broca gigante (Telchin licus), considerada a principal da região.

 Em trabalhos científicos e com validação a campo observou-se o controle próximo a 90% dessa praga com a aplicação do Rynaxapyr, via sistema de irrigação por gotejamento.

No entanto, o controle das principais pragas não é um fator de êxito apenas de produtos químicos, o uso de produtos biológicos também vem demonstrando excelentes resultados quando aplicados via gotejamento.

Em trabalhos realizados por uma empresa de consultoria agronômica em parceria com a Netafim, na região nordeste, o uso de Beauveria bassiana para controle da broca gigante demonstrou eficiência de controle acima de 80%, quando aplicado via gotejamento.

Com tantos resultados positivos espalhados nas mais diversas regiões de produção de cana-de-açúcar no Brasil, podemos concluir que o uso da tecnologia “Drip Protection” é uma excelente ferramenta para proteger a cultura das principais pragas de maneira prática, eficiente e amigável ao meio ambiente.

Imagem_2.png