FAO ajuda Bolívia a pedir financiamento internacional para projetos de água potável e irrigação

Torneira pública abastece mil famílias em El Alto, na Bolívia. Imagem: Frame de vídeo do Banco Mundial/Stephan Bachenheimer

Em acordo firmado na quinta-feira (16) com o governo da Bolívia, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) se comprometeu a ajudar o país a solicitar verbas do Fundo Verde para o Clima para projetos de irrigação e fornecimento de água potável. Segundo a agência da ONU, pedido de financiamento chegará a 250 milhões de dólares e beneficiará as regiões do país mais afetadas pela seca.

A cooperação entre o organismo internacional e a nação latino-americana foi oficializada num encontro entre o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, e o presidente boliviano Evo Morales, na sede da Organização, em Roma. A iniciativa é a resposta das autoridades e da agência da ONU aos desafios climáticos que põem em risco a segurança alimentar da população.

Durante a reunião das autoridades, Graziano afirmou que a disponibilidade dos recursos hídricos é fundamental para fortalecer a resiliência dos pequenos agricultores. O chefe da FAO afirmou ser necessário criar mecanismos institucionais para controlar e avaliar o uso do orçamento que deve vir do Fundo.

“O projeto com a Bolívia constitui um claro exemplo de (como ter) acesso a recursos do Fundo Verde, que servirá como modelo para mobilizar recursos com outros países-membros em situações similares”, acrescentou Gaziano.

“Existe uma enorme preocupação com a seca e a falta de chuva e nos articulamos com a FAO para saber como o Fundo Verde pode nos ajudar a resolver este problema. Garantir água e irrigação para nossos camponeses indígenas é o equivalente a libertar nossas comunidades da pobreza”, disse Morales.

A proposta conjunta será apresentada ao Fundo nas próximas semanas. O documento foi elaborado por um grupo de trabalho formado por especialistas da FAO e representantes dos Ministérios bolivianos da Planificação do Desenvolvimento, do Meio Ambiente e Água. O mecanismo de financiamento global foi instituído 16ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

Países podem ter acesso aos recursos do Fundo diretamente ou através de instituições implementadoras, como agências da ONU. A FAO ajuda seus Estados-membros a disponibilizarem tecnologias que protegem a produção local de alimentos de eventos climáticos extremos. A longo prazo, o objetivo do organismo internacional é garantir que países cumpram suas promessas de adaptação a um contexto de crescentes mudanças do clima.

A seca e a escassez de água se transformaram num fenômeno recorrente na Bolívia durante a última década e, desde 2015, a situação se tornou particularmente preocupante. Os recursos do Fundo Verde serão liberados para o programa governamental da Bolívia “Minha Irrigação”.

Segundo a FAO, devido à geografia nacional diversificada do país, as consequências das transformações climáticas se manifestam na forma de períodos secos prolongados e recorrentes e chuvas curtas e intensas. Granizo e geadas também têm ocorrido com uma frequência maior.

Fonte: ONU BR

Mapa melhora qualidade do zoneamento agrícola para a Safra 2017/2018

Mapa melhora qualidade do zoneamento agrícola para a Safra 2017/2018

As culturas de soja, milho e cana-de-açúcar da safra 2017/2018 terão portarias publicadas no Diário Oficial da União em meados de junho, que passarão a vigorar já com novo formato, com períodos de semeadura indicados conforme o nível de risco (20%, 30% e 40%). É a primeira vez em 20 anos que os resultados são apresentados para todas as culturas em níveis de risco climático mais detalhados, acatando sugestão do TCU (Tribunal de Contas da União) .

A novidade permite que os produtores rurais, agentes financeiros, seguradoras e o próprio governo federal incluam as recomendações de plantio de forma mais confiável em suas decisões. Além do percentual de 20%, o menor nível de risco apurado, foram acrescentados pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa os níveis de maior risco para o resultado da produção, de 30% e de 40%. Em dezembro do ano passado, essa experiência foi iniciada nos estados do Acre, do Maranhão, do Pará, do Piauí e do Tocantins para a cultura do Milho 2ª safra (Safrinha).

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático é um instrumento para auxiliar a gestão de riscos na agricultura. O objetivo é minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos adversos, possibilitando ao produtor identificar o melhor período de semeadura das lavouras, nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares.

Workshop

Aspectos institucionais, operacionais e metodológicos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) foram debatidos em workshop realizado nesta semana, em Brasília. “O evento foi positivo, na medida em que definiu o papel das instituições participantes e as prioridades para 2017”, avaliou o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Vitor Ozaki.

Participaram da reunião, representantes da área econômica do governo, a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, órgãos de controle (TCU), mercado segurador, entidades do setor produtivo e instituições de pesquisa.

Ao final, os encaminhamentos, principalmente, as solicitações de novas culturas a serem zoneadas, serão centralizadas na Secretaria de Política Agrícola, que negociará com a Embrapa as condições para a sua execução.

O Ministério da Agricultura é o coordenador nacional do Zarc e contratou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), desde 2015, para executar o zoneamento.

 

 

Pesquisadores da UNESP apontam a irrigação em cana como uma das ações necessárias para a elevação da produtividade

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Os palestrantes discutiram a fisiologia, a agrometeorologia, o sensoriamento remoto e aplicados no planejamento da safra, à determinação de lâminas ótimas para a escolha dos sistemas de irrigação e as estimativas de evapotranspiração diária utilizada no manejo da irrigação e ainda, a agrometeorologia como ferramenta de monitoramento e prevenção.O Encontro teve a participação de Professores da UNESP, como os Professores Dr. Alexandre Barcelos Dalri e Luiz Fabiano Palaretti do Campus de Jaboticabal, enquanto que o Prof. Dr. Paulo Alexandre Monteiro de Figueiredo, de Dracena fez a palestra sobre como a fisiologia da planta e como o solo são afetados pelos elementos climáticos, com explicações detalhas sobre chuva, temperatura, radiação Solar, vento, luminosidade provocando intenso debate visando desde a formação das raízes, crescimento das plantas, aspectos da bioquímica e a definição da colheita em condições de alta produtividade. Aos participantes deixou uma visão clara de que sem água no solo fica impossível se alcançar altas produtividades.

Guilherme Dumit mostrou exemplos práticos do uso da agrometeorologia e sensoriamento remoto como ferramenta de monitoramento e prevenção do desempenho produtivo desenvolvidos pela sua empresa, a Sigma Geotecnologias.
A análise da deficiência hídrica da cana-de- açúcar na região Centro-Sul nas últimas safras foi tema da apresentação de Bernardo Rudorff e Danilo Aguiar, Diretores da Agrosatélite Geotecnologia.

O tema específico sobre irrigação irrigação coube ao Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez – Coordenador da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira que fez a palestra “Manejo da irrigação: solo ou atmosfera e como fazer?” que iniciou revisando a evolução da produtividade média de cana no Centro-Sul, que mostra comportamento semelhante das diferentes regiões somente quando a chuva é farta e bem distribuída, o que não tem sido frequente e assim, na maioria dos anos, regiões com predomínio de solo arenosos e de histórico déficit hídrico sofrem mais. Depois, levou aos participantes uma visão bastante prática de como usar a água de forma eficiente na agricultura, mesclando e interagindo com a platéia os conceitos com situações práticas em campo.
“Se aceitarmos que o setor sucro-alcooleiro não pode se manter por mais tempo com a produtividade média histórica de 81 toneladas por hectare, é imperativo que haja de fato o entendimento de que se deve investir mais em irrigação”, disse o Professor Fernando Tangerino  da UNESP Ilha Solteira. Em seguida, abordou cada passo do processo de manejo da irrigação, desde a busca pelos dados de entrada para a estimativa do consumo de água pelas plantas, até a escolha da lâmina a ser aplicada em função da fisiologia da cultura, cobertura do solo e armazenamento de água no solo no momento da irrigação.

Na parte final da palestra mostrou a infra estrutura de apoio ao irrigante disponibilizada no Noroeste Paulista pela UNESP e os resultados de algumas pesquisas desenvolvidas em parceria com a EMBRAPA e Universidade de Nebraska com o objetivo de disponibilizar informações e coeficientes técnicos que podem dar suporte à irrigação e ao eficiente uso da água. “Mostramos os resultados preliminares da identificação de coeficientes de cultura em função da evapotranspiração atual, que combinados com o uso da água na cultura resultam em um indicador chamado de produtividade da água, uma poderosa ferramenta de trabalho para identificar e separar problemas de ordem agronômica e os de gestão da água na produção de alimentos e que tem sido objeto de parte das nossas pesquisas no Noroeste Paulista”.
O Encontro se encerrou após intensas discussões e debate Coordenado pelo Engenheiro Agrônomo Marco Antonio Vianna quando houve mais oportunidades de interação com os participantes e agregação do conhecimento compartilhado.

A participação dos Professores da UNESP em mais esta reunião do GIFC – Grupo de Irrigação e Fertirrigação em Cana foi tema da edição desta semana do Pod Irrigar – o Podcast da agricultura, quando semanalmente, Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez da dicas de agricultura irrigada e agroclimatologia.

O Pod Irrigar pode ser acessado a partir de http://podcast.unesp.br/podirrigar

SERVIÇO – Canais de Comunicação operados pela UNESP Ilha Solteira:
– Informações sobre agricultura irrigada e agroclimatologia no noroeste paulista são publicadas regularmente BLOG da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira em http://irrigacao.blogspot.com
– Números e gráficos das estações agrometeorológicas no noroeste paulista estão em http://clima.feis.unesp.br
– Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira: www.agr.feis.unesp.br/irrigacao.php
– Canal no YouTube: http://www.youtube.com/fernando092
– Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira: http://clima.feis.unesp.br
– Pod IRRIGAR – O Pod Cast da Agricultura Irrigada: http://podcast.unesp.br/podirrigar
– Fan Page no FaceBook: https://www.facebook.com/ahiunespilhasolteira
– Informações também em (018) 3743-1959

Fazenda de café conilon tem aumento de mais de 200% na produtividade

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Sistema evita desperdício de água ao irrigar direto na raiz da planta; conheça o case da Fazenda Kitanda da Bahia

Aumento na produtividade, economia de água e boa viabilidade econômica são desejos que muitos produtores brasileiros possuem em relação às suas culturas. E contar com inovação e tecnologia para a otimização desse processo é uma boa solução.

É o caso da irrigação inteligente, “gota a gota”, da israelense Netafim, empresa pioneira e líder mundial em soluções de irrigação por gotejamento, que proporciona muitos resultados positivos. “Essa tecnologia consiste em pequenos gotejadores instalados em tubos que conduzem a água até a raiz da cultura, fornecendo a quantidade ideal de água e, também, por meio da nutrrigação, leva os nutrientes para a cultura. Assim é possível chegar diretamente nas raízes fazendo com que ela cresça mais rápido que as demais e o produtor também não desperdiça água, insumos e tempo”, explica Carlos Sanches, gerente agronômico da Netafim.

Em 2013, o grupo A4 Agrícola e Pecuária decidiu investir na tecnologia. O local escolhido foi a Fazenda Kitanda, localizada em Guaratinga/BA, com uma área de 150 hectares irrigados, onde está localizada a primeira área experimental de gotejamento subterrâneo em café conilon. A produção que antes era de 30 sacas por hectare (produtividade média em sequeiro) aumentou seu número para 100 sacas por hectare, após a irrigação.

Além do aumento na produtividade, outros benefícios são evidentes ao adotar o gotejamento, como a economia de água. Na Fazenda Kitanda, todo o manejo de água é seguindo a tensiometria, ferramenta capaz de monitorar a disponibilidade de água no solo e definir a hora ideal de ativar a irrigação. Cada projeto possui a sua bateria de monitoramento, respeitando possíveis manchas de solo. “Essa prática gerou para nós uma economia de água de, aproximadamente, 50% levando em consideração o manejo tradicional de irrigação e o balanço hídrico”, destaca Aristeu Filho, proprietário da Fazenda

Outra particularidade chama a atenção na Fazenda Kitanda: todas as adubações das áreas irrigadas são monitoradas por extratores de solução, que são utilizados para medir a condutividade elétrica da solução do solo e demonstrar a concentração salina da solução, indicando se será necessário realizar a adubação daquele dia ou não. “Juntamente com o monitoramento pelo extrator da solução são realizadas análises foliares a cada mês para termos certeza de que nível nutricional está sendo alcançado pelo monitoramento. Esse manejo gerou uma economia média de 37% em fertilizante anual de cada projeto irrigado da fazenda”, afirma o proprietário.

Sobre a Netafim

Fundada há mais de 50 anos e com cerca de 30 subsidiárias em todo o mundo, a Netafim oferece as melhores soluções aos agricultores de mais de 110 países por meio 15 unidades produtivas, milhares de distribuidores e mais de 4.000 funcionários. No Brasil são três unidades: Campinas/SP, Ribeirão Preto/SP e em Cabo de Santo Agostinho/PE. O portfólio de produtos inclui sistemas completos de irrigação por gotejamento, microaspersão, controle e monitoramento automatizados, dentre outras.

Fonte:

MS criará plano regional de irrigação e vai integrar programa nacional

Reunião que acertou entrada do MS no Plano Nacional aconteceu no gabinete de Moka (Foto: Divulgação)

Mato Grosso do Sul será um dos estados que irão integrar o Plano Nacional de Irrigação, que tem como objetivo aumentar a produtividade do trabalho rural, aumento com isso a independência que plantações tem com os efeitos climáticos. Para isso, um plano regional será criado.

A informação de que o Estado fará parte do plano foi dada nesta quarta-feira (8) pelo senador sul-mato-grossense Waldemir Moka (PMDB), um dos líderes da bancada do Estado em Brasília (DF). Ele, quando deputado federal, foi relator do Plano.

O projeto que inclui o Estado no plano, chamado Plano Diretor de Agricultura Irrigada em Mato Grosso do Sul, visa incentivar a ampliação da área irrigada pelos agricultores, deverá ficar pronto em um prazo de dois meses, informa o senador.

Especialistas em irrigação foram recebidos pelo parlamentar para discutir a questão em conjunto com representantes dos governos federal e estadual, entre eles o secretário Nacional de Irrigação do Ministério da Integração, Ricardo Santa Ritta, e o secretário de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck.

“Foi uma decisão acertada”, frisa Moka, ao falar sobre investir na ideia de criar um plano de irrigação sul-mato-grossense. A situação foi acertada ainda em janeiro entre ele o ministro da Integração Nacional, Hélder Barbalho.

Os recursos para a elaboração do plano serão liberados pela Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste), desburocratizando o processo e acelerando assim a execução do Plano, que terá um mapa agroeconômico do Estado, identificando as regiões carentes no atendimento de água e as culturas a serem priorizadas.

“Esse é um projeto de elevado interesse para o futuro da economia de nosso Estado. Vamos precisar de todos, senadores, deputados, governo estadual e governo federal para viabilizar o projeto”, completa Moka.

Entre os benefícios do plano, está a possibilidade de recebimento de incentivos fiscais, podendo também ser incluso no projeto a criação de estímulos para a contratação de seguro rural.

Fonte: Campo Grande News