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O desafio de irrigar áreas grandes e pequenas está superado, diz a Lindsay, que instalou recentemente o maior pivô do mundo em Tocantins e acaba de lançar um mini pivô para irrigação de pequenas áreas com plantas de baixo porte, como gramados e hortaliças. Esses trabalhos estão sendo apresentados pela empresa sediada com Mogi Mirim (SP), que reestruturou a empresa e ampliou os investimentos em tecnologia para atender aos planos de expansão no Brasil.
O maior pivô central construído no país – com um raio irrigado de 1.300 m e 26 torres – foi instalado em 2009 e já está em funcionamento em Tocantins (RO), em área de 530 ha, inaugurando um novo conceito de irrigação. Além do tamanho do equipamento, um dos diferenciais é a quantidade de água usada na irrigação, com lâminas menores de 4 mm. “Os testes de operação com lâmina reduzida fazem parte da estratégia de buscar o equilíbrio da produtividade com maior rentabilidade”, explica Eugênio Brunheroto, diretor-presidente da Lindsay América do Sul. O projeto de irrigação de cana em Tocantis foi implantado na Fazenda Cana Brava e o equipamento opera com vazão de 506 m³ por hora e leva 44 h para percorrer toda a volta (velocidade máxima).
O conceito inovador inaugurado com esse sistema – que atende às necessidades da lavoura com economia em relação aos sistemas tradicionais – pretende mostrar a eficiência e o custo/benefício da irrigação de cana-de-açúcar. A instalação dos pivôs faz parte de um estudo de viabilidade que pretende analisar se o aumento de produtividade da cana irrigada compensa os custos de instalação do sistema, o que será avaliado durante a safra. Os testes de operação com lâmina reduzida, fazem parte desta estratégia de buscar o equilíbrio da produtividade com maior rentabilidade.
. ÁREAS PEQUENAS GANHAM MINI PIVÔ
A irrigação de pequenas áreas com plantas de baixo porte, como gramados (pastos, campos de golfe e futebol), lavouras de folhosas e batatas, que sempre foram limitadas quando o assunto era irrigação por meio de pivô, agora já podem contar com um novo equipamento desenvolvido pela Lindsay: o GreenField. É um mini pivô lateral e autoreverse com estrutura galvanizada e medidas especiais: altura livre de 1,80 ou 2,40 m, vãos de 24,4 a 36,6 m e máximo de 8 torres. É recomendado para áreas de até 30 ha O equipamento é leve e fácil de montar e operar, e pode ter operação automatizada.
Segundo técnicos da Lindsay, é um equipamento muito eficiente e com custo benefício interessante, pois além de exigir menor investimento para instalação, tem baixo consumo de energia e pode ser rebocado para outras áreas, ampliando sua utilização em vários campos. A cobertura de irrigação alcança 98% da área. A demanda por este tipo de equipamento no Brasil atende principalmente a irrigação dos campos de golfe que estão crescendo no país, mas também possibilita a irrigação de hortaliças em cultivos familiares. O equipamento será demonstrado durante a Agrishow.
A Feicana Feibio 2010 – feira da cadeia da cana de açúcar – foi aberta oficialmente na tarde desta terça-feira (09/03) em Araçatuba, SP, e deve receber 25 mil visitantes e gerar negócios da ordem de R$ 1 bilhão até o próximo dia 11. A estimativa é da União dos Produtores de Bioenergia (Udop), que organiza o evento. “O setor tem grande necessidade de investimento. É preciso aumentar o corte mecânico e trazer tecnologia para o campo, não só para a área industrial. Estamos num momento de indecisão, com fusões e aquisições acontecendo e a feira é uma oportunidade para quem quer se posicionar no mercado”, diz J ose Carlos Toledo, presidente da Udop. A feira de negócios acontece num bom momento para o setor de energia, que começa a superar a crise financeira vivenciada a partir da crise econômica mundial deflagrada em outubro de 2008, que afetou seriamente o segmento. “Depois de uma grande expansão registrada entre 2006 e 2008 a crise de liquidez afetou seriamente a cadeia em 2009”, lembra Guilherme Nastari, economista da empresa de consultoria Datragro. Com isso, muitos grupos que estavam alavancados – com financiamentos em dólar – tiveram dificuldades em honrar compromissos inclusive com os fornecedores de matéria-prima. Tal cenário provocou ao longo de 2010 uma série de movimentos de fusões e aquisições. “Há uma tendência de concentração no setor, que começou com as fusões entre empresas tradicionais do segmento, ganhou corpo com o interesse de grandes tradings, como ADM, Louis Dreyfus, Cargill e Bunge, pelo negócio sulcroalcooleiro, e continua com o ingresso de empresas de energia e de petróleo na área”, avalia Nastari que participou do III Seminário Internacional da Datragro, realizado durante a feira. Após um período conturbado, tanto pelos problemas financeiros como pelas adversidades climáticas que atingiram o setor (o excesso de chuvas impediu a colheita de mais de 50 milhões de toneladas de açúcar em 2009), a safra de 2010/2011 foi antecipada em 45 dias e promete ser melhor que a do ano passado. Agora, além da perspectiva de aumento da produção de cana, açúcar e etanol, há previsão de preços bons para o açúcar e também para o etanol. O mercado para o primeiro vivenciará um ano de oferta reduzida e demanda em alta; já o combustível será sustentado pela frota brasileira de veículos flex. “O desafio será expandir o etanol brasileiro para fora do país”, diz Nastari. Se depender do ânimo da cadeia para realizar negócios durante a Feicana, a expansão é certa.
Informações do Planeta Agro
