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Existem três tipos de sistemas de café irrigado no Brasil que custam entre R$ 2 e R$ 7 mil por safra.
A irrigação no cafeeiro é uma técnica cara, mas que ser for empregada de forma correta vale a pena para o cafeicultor. Além de aumentar a produtividade, ela assegura a qualidade do café. Em períodos sem chuva ou de outros estresses, o grão do café cultivado de forma tradicional tende a diminuir e a produtividade cai, com a irrigação não há este problema e não corre também o risco de perder a florada. No 11° Agrocafé, em Salvador, Bahia, que vai do dia 8 a 12 de março, o professor Everardo Montovani, da Universidade de Viçosa vai dar uma palestra sobre o sistema da irrigação no cafeeiro. Ele diz que a chave do sucesso para o produtor é dar valor à gestão.
— Sem dúvida, o produtor vai ter um custo a mais com o sistema de irrigação, então ele precisa ser inteligente e repensar a plantação para ter um diferencial no mercado e conseguir produtividade acima da que ele tinha antes. A irrigação do café precisa de manutenção. É como um veículo, você pode comprar o melhor carro, mas se não trocar o óleo no momento certo e fazer as manutenções preventivas, você vai perder qualidade. O produtor também tem que saber informações de solo e clima da propriedade dele porque isso vai determinar a frequência com que ele vai usar a água. Também não se deve esquecer da mão de obra, é preciso fazer o treinamento do pessoal de campo. Temos visto casos de insucesso com o café irrigado porque o produtor rural não sabe tomar as decisões e acaba traçando medidas estratégicas erradas. É fundamental prestar atenção na questão da gestão — ressalta.
Existem três sistemas básicos de irrigação utilizados no cafeeiro: a irrigação convencional, o sistema de irrigação localizada por gotejamento e o pivô central. Cada um deles serve para uma região específica em função da geografia do terreno e da extensão de plantio. Na região oeste da Bahia, com as plantações extensas e planas, é muito comum a irrigação por pivô central. Já no Sul de Minas, tem muita irrigação localizada e a Zona da Mata usa muito a aspersão convencional.
Montovani explica que a presença de um técnico também é muito importante, porque o produtor precisa entender qual é a melhor forma de irrigação para a sua propriedade, buscando a que vai melhorar mais a rentabilidade. Ele destaca que apesar de o café tradicionalmente não ser uma cultura irrigada, com o avanço da tecnologia, o sistema de irrigação passou a ser bastante viável.
— O produtor tem que entender o seguinte: cafeicultura irrigada é diferente de cafeicultura de sequeiro mais água. Ou seja, não basta simplesmente conduzir o café normalmente como fosse de sequeiro e depois simplesmente adicionar água, porque ele vai, inclusive, estar investindo mal o seu dinheiro. O produtor tem que repensar a plantação, tem que avaliar qual é o espaçamento mais adequado, qual a variedade, qual o nível de adubação que ele vai adotar em função do maior crescimento e ele tem que tentar otimizar a irrigação dele para não aplicar água de menos nem demais, para não elevar os custos — alerta.
Com informações do Portal Dia de Campo
A Fenicafé 2010 será nos dias 24, 25 e 26 de março no Pica Pau Country Club, em Araguai-MG. Na 15ª edição do evento acontecerá o XV Encontro Nacional de Irrigação da Cafeicultura no Cerrado, a XIII Feira de Irrigação em Café do Brasil e o XII Simpósio Brasileiro de Pesquisa em Cafeicultura Irrigada. Eventos culturais, exposições de maquinários e de produtos para a cafeicultura fazem parte da programação que atrai mais de 20 mil pessoas de todas as partes do País e do exterior à cidade.
Mais de 60 empresas ocupam os stands da feira. Diversas autoridades e especialistas em cafeicultura têm presença marcada no evento, que a cada ano supera as expectativas de sucesso. Na Feira são apresentadas novidades científicas, informações sobre tecnologia e equipamentos para irrigação, pesquisas desenvolvidas e aplicadas para a melhoria da produção e comercialização do café brasileiro.
A Fenicafé é uma realização da ACA em parceria com Embrapa Café, Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Prefeitura Municipal de Araguari e Consórcio de Pesquisa de Café. Mais informações acesse: www.fenicafe.com.br ou entre em contato pelo telefone: (34) 3242-8888.
A área geográfica correspondente ao Bioma Cerrado brasileiro já responde por mais de 40% da produção nacional de Café. No entanto, o aumento da cafeicultura irrigada nessa região impõe a necessidade de tecnologias adequadas para racionalizar a atividade e garantir a competitividade do produto nos mercados interno e externo.
A Embrapa Cerrados vem buscando nos últimos anos otimizar os três principais fatores de produção na cultura do café: produtividade, qualidade dos grãos e custo de produção. Para isso, desenvolveu tecnologias específicas para as condições edafoclimáticas do Cerrado.
Nesse sentido a aplicação de estresse hídrico controlado e a otimização dos manejos de irrigação e nutricional, tornaram-se aprimoramentos tecnológicos indispensáveis para garantia de alta produtividade e qualidade do café tanto na cafeicultura familiar quanto na Empresarial.
A programação do evento será focada nas contribuições da Embrapa para o aprimoramento do sistema produtivo de café do Cerrado. Inicialmente o evento será conduzido na forma de palestras de embasamento e atualização e, por fim, os participantes serão divididos em grupos e convidados a área experimental de café da unidade para verificarem “in loco” os resultados obtidos com a implementação das tecnologias já geradas e, também, o direcionamento do programa de pesquisa de fé da Embrapa Cerrados.
Local: Embrapa Cerrados
Programação ompleta pode ser acessada no link http://www.irrigacao.org.br/docdownload/folder_cafe_embrapa.pdf
