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Em encontro recente sobre irrigação, em Esteio, o governo informou que, em pouco mais de três anos, investiu R$ 45 milhões na construção de 3.166 microaçudes e 1.446 cisternas, atendendo mais de 300 municípios gaúchos.

Neste ano, os investimentos em irrigação devem chegar a R$ 110 milhões, estimou o secretário da pasta, Rogério Porto. Conforme o secretário, o Estado tem capacidade de aumentar a produção de grãos com a disponibilidade dos melhores solos de agricultura e acumulando água do inverno e da primavera.

Com informações do Zero Hora

Tecnologias para uso e conservação da água prometem aquecer os negócios e o mercado

A escassez hídrica já é motivo de migração e conflitos em todo o mundo. Essencial à vida, o recurso natural também é fundamental para a indústria, seja em seus processos produtivos ou na composição de um produto. A água já está até mesmo sendo exportada por meio de concessões internacionais e, inclusive, traficada para outros países em navios-tanque no Amazonas, conforme denuncia divulgada recentemente pela mídia.

No Brasil, grandes empresas, inclusive algumas internacionais, têm entrado neste mercado, apostando em áreas como saneamento, perfuração de minas d’água, tratamento de efluentes, entre outros. Uma delas é a brasileira Ag Solve, especializada há 10 anos em instrumentação ambiental. Com equipamentos que trazem soluções tecnológicas para controle, monitoramento e remediação de água, em todos estes segmentos de mercado, a empresa, tem direcionado seus esforços neste segmento nos últimos dois anos. Só em 2009, a Ag Solve ampliou e praticamente dobrou sua linha de produtos e serviços para monitoramento e remediação de água, focando seus negócios em hidrologia.

Mauro Banderali, diretor da empresa, conta que entre os principais equipamentos desta linha “estão aparelhos que coletam dados sobre nível dos rios e chuva; sondas portáteis e automáticas, que fazem a análise completa e contínua dos aspectos qualitativos de rios, lagos, oceanos, reservatórios e efluentes; além de sensores que auxiliam em medições de vazão e nível da água em poços, tanques e piezômetros. Existem também amostradores de água e sedimentos; medidores automáticos de variação de lâmina de água ao longo do tempo; bombas peristáltica e pneumática para monitoramento e remediação de águas subterrâneas; sensores de umidade, entre outros”.

A utilização desses equipamentos facilita a realização dos trabalhos de recuperação e conservação do recurso em indústrias e órgãos públicos, além de auxiliarem na otimização de seu uso. “Ao utilizar equipamentos modernos e precisos, é possível melhorar controles e reduzir perdas, o que é uma tendência cada vez mais forte mundialmente”, comenta Banderali. A Ag Solve acredita que as tecnologias com soluções para o uso e a conservação da água aquecerão o mercado econômico durante os próximos anos.

A Monsanto assumiu o compromisso de pesquisar e trazer ao mercado, em até 20 anos, sementes que reduzam em 33% (1/3) a quantidade de água usada no campo por unidade produzida para soja, milho e algodão. As projeções sobre os benefícios da biotecnologia para a preservação dos recursos naturais são bastante otimistas, como aponta estudo feito pela Consultoria Céleres para a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) sobre o benefício ambiental líquido que as culturas geneticamente modificadas de soja, algodão e milho podem trazer para o Brasil num período de dez anos, considerando o intervalo entre as safras 2008/09 e 2017/18.

Nas lavouras plantadas com soja geneticamente modificada avaliadas pelo estudo, divulgado em 2009, 59,1 bilhão de litros de água deixarão de ser utilizados, volume suficiente para abastecer 1,35 milhão de habitantes no mesmo período, considerando-se a recomendação da ONU de 120 litros por dia para cada pessoa.

Com relação às lavouras de milho geneticamente modificado, a expectativa é de redução de 360 litros de água por hectare/ano, considerando-se o consumo médio de 120 litros de água pulverizada por hectare, assim como uma redução média de três aplicações de inseticidas nas lavouras. Para os próximos dez anos, a previsão é de redução de 35,7 bilhões de litros, o suficiente para atender, no período, as necessidades de 816 mil pessoas.

As previsões para as lavouras de algodão geneticamente modificado também foram significativas, com a redução de 10,3 bilhões de litros até a safra 2017/2018, volume suficiente para abastecer uma cidade de 23,4 mil habitantes por ano no mesmo período.

Centro de estudos avalia uso no campo

Atenta à necessidade de reduzir a água utilizada na agricultura, a Monsanto criou, em 2009, nos Estados Unidos, um centro com o objetivo de buscar formas de ajudar produtores rurais a gerenciar melhor o uso da água. O Water Utilization Learning Center (Centro de Aprendizagem do Uso da Água) é o primeiro a desenvolver pesquisas sobre uso de água na agricultura, como sistemas de plantio, práticas agronômicas e estudo de traços genéticos, incluindo tecnologias de eficiência de uso de água, como sistemas tolerantes à seca. Nos 62 hectares da unidade, localizada em Gothenburg (Nebraska), são feitas demonstrações de plantio e irrigação. Tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, a Monsanto faz parte de uma iniciativa com toda a cadeia para monitorar e verificar ações para redução dos insumos utilizados na agricultura, como água, CO2, solo e energia.

Reutilização da água de chuva

A Monsanto Nordeste, instalada no Pólo Industrial de Camaçari (BA), é a primeira fábrica da companhia a reaproveitar a água de chuva nos processo de produção. Com essa iniciativa, há redução da demanda sobre os mananciais da região, o que libera as fontes de água de boa qualidade para abastecimento público e outros usos prioritários da comunidade.

O principal objetivo do projeto é reduzir a quantidade de resíduos gerados e recuperar a água de chuva que fica acumulada em uma bacia de retenção emergencial. Esse sistema, em funcionamento desde a instalação da fábrica, em 2001, foi criado para separar águas pluviais que participam do processo de produção e prevenir que elas entrem em contato com águas de rios e lagos.

A iniciativa apresenta ótimos resultados. De dezembro de 2009 a fevereiro de 2010 foram recuperados 10.590,8 metros cúbicos de água, reduzindo a geração de efluentes em 89% neste período.

Normalmente, uma planta que está morrendo por falta de água é incapaz de pedir ajuda. Isso, porém, pode mudar graças a um novo sensor que permitirá que as plantas enviem mensagens de celular à seus fazendeiros, sempre que precisarem de água. Os sensores são simples de instalar. “É semelhante à atarrachar um brinco, o sensor, muito fino e menor do que um selo, é fixado na folha da planta”, afirmou Richard Stoner, Presidente da AgriHouse, uma companhia americana de marketing de tecnologia. O fazendeiro do futuro corre o risco de receber mais mensagens de suas plantações do que dos amigos e família.
Tudo o que o produtor precisa é de um serviço regular de telefonia celular. Depois disso e dos sensores instalados, a planta está apta para mandar mensagens quando precisar de água. Esta é apenas uma das maneiras de tornar a irrigação da agricultura mais eficiente.

Para áreas de pluviosidade e alta e regular, um monitoramento tão detalhado da plantação pode não ser de alguma utilidade ou financeiramente inviável, mas em áreas em que a água vem de aqüíferos subterrâneos, por exemplo, a economia da água e da energia que é gasta no processo de bombeamento dela para a superfície, pode render aos fazendeiros milhares de reais todos os anos.
O sensor foi originalmente criado há alguns anos atrás por cientistas trabalhando com a NASA, para futuras expedições à Lua e Marte.

“Você precisa de plantas em futuras missões ao espaço. Elas absorvem o dióxido de carbono, produzem oxigênio respirável e os astronautas ainda podem utilizá-las na alimentação, ”disse Hans-Dieter Seelig, cientista da Universidade do Colorado que trabalhou no projeto original da NASA.
Durante a pesquisa, os cientistas da NASA concluíram que astronautas estariam muito longe de levar comida o bastante para uma expedição de dois anos à Marte. Os pilotos e cientistas, selecionados para a viagem teriam que passar a maioria do tempo como fazendeiros do espaço, dedicando-se quase que exclusivamente às plantas.

Para reduzir o tempo e quantidade de suplementos necessários para as plantas crescerem, cientistas anexaram às plantas sensores conectados à um computador central, permitindo então que os astronautas tivessem conhecimento de quando e o quanto de água dar às plantas.

Durante o teste inicial a quantidade de água utilizada foi reduzida de 10 à 40 por cento. A sustentabilidade no espaço ajuda a manter os astronautas vivos, na terra ela promove aos fazendeiros economia de tempo e dinheiro. “Nós não devemos ser sustentáveis apenas no espaço afora,” disse Seelig. “O mesmo princípio deve ser aplicado na Terra também.” Informações do Blog Ambiente Brasil

A seca está prejudicando as lavouras de milho e feijão no sul do Ceará. Agricultores iniciaram as plantações logo depois das primeiras chuvas do ano. O problema é que, depois disso, a água não apareceu mais. Devido à falta de chuva, os pés de milho ficaram pequenos, bem abaixo do esperado.

No ano passado, em Mauriti (CE), um dos maiores produtores no estado, os agricultores plantaram milho e feijão e só conseguiram salvar 60% das lavouras porque a chuva carregou todo restante. Já neste ano, entre janeiro e março, não choveu praticamente nada. Por isso, muitas lavouras estão perdidas.

Em um sítio da região, o agricultor Expedito Alves plantou no começo de janeiro com o pai. Foram dias debaixo de muito sol forte plantando uma área de quatro hectares. Apesar do trabalho, pode faltar feijão no prato da família. (Fonte: G1)

Com a semeadura da safra de arroz 2009/10 finalizada, o produtor volta suas atenções para o desenvolvimento das lavouras. Uma boa prática de manejo na irrigação é importante para garantir boa produtividade. Para a obtenção de bons resultados, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) recomenda que a irrigação das lavouras seja iniciada quando as plantas de arroz estiverem com três a quatro folhas completamente expandidas, o que evita estresses por falta de água.

O pesquisador em irrigação e drenagem do Irga, engenheiro agrônomo Elio Marcolin, salienta a importância de uma semeadura na época recomendada e da irrigação precoce, o que favorece a disponibilidade de nutrientes necessários ao desenvolvimento e crescimento da planta e proporciona uma menor necessidade de água captada de mananciais para a saturação do solo e a formação da lâmina superficial. A boa quantidade de água armazenada no solo nos meses de primavera torna seu uso mais eficiente e possibilita um melhor controle de plantas daninhas, favorecendo uma maior produtividade de arroz.

Embora o produtor não deva deixar faltar água nas plantas de arroz durante o ciclo completo, há dicas importantes a serem seguidas para a obtenção de bons resultados. A supressão da entrada de água na lavoura, por exemplo, deve ocorrer em torno de 15 dias após o florescimento pleno, quando 80% das plantas estão com flores, pois a água restante na lavoura será suficiente para suprir as necessidades da planta até o enchimento completo dos grãos, sem que isso afete a produtividade.

Marcolin explica que a manutenção de uma lâmina de água na superfície do solo na lavoura de arroz é utilizada para evitar uma nova infestação de plantas daninhas, bem como para termoregular a temperatura da planta nos estádios iniciais de desenvolvimento. Mas é na fase reprodutiva que a adoção de uma lâmina alta, acima de 0,2 metros, é fundamental para amenizar os efeitos do frio sobre a planta, quando essa está com uma maior estatura e mais sensível a baixas temperaturas.

Também é possível obter altas produtividades de arroz através de uma irrigação intermitente, embora para isso seja importante manter um volume de água no solo que seja o suficiente para não haver estresse por falta de água para as plantas. “As plantas de arroz irrigado desenvolvem-se normalmente desde que satisfeitas as necessidades dos nutrientes essenciais e de luminosidade. Para isso é importante ainda que estejam livres de doenças, pragas e plantas daninhas”, sinaliza.

FONTE: Instituto Rio Grandense do Arroz

Confira abaixo o requerimento padrão para solicitação de outorga na ANA, e a planilha para cálculo da necessidade de irrigação mencionados no artigo do especialista Marcus Vinícius Oliveira, da Agência Nacional de Águas.

A SOLICITAÇÃO NA AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS

A solicitação de outorga para irrigação na ANA é um procedimento que pode ser resumido em três partes, a saber: (1) apresentação do formulário de requerimento padrão devidamente preenchido e assinado, apresentação da planilha padrão para cálculo da necessidade de irrigação preenchida com os dados do ponto de captação e da área que se deseja irrigar e (3) inscrição no Cadastro Nacional de Recursos Hídricos (CNARH). No site da Agência (www.ana.gov.br) são disponibilizadas todas as informações referentes à solicitação de outorgas, o andamento das solicitações realizadas, bem como as outorgas já emitidas.

No Formulário de Requerimento são informados dados como nome do usuário, número de inscrição no CPF / CNPJ, categoria do pedido (outorga de direito de uso, outorga preventiva, renovação, alteração, e transferência), uso (captação ou derivação de água, e lançamento de efluentes) e finalidade (irrigação, dessedentação animal, indústria, aqüicultura, etc). O formulário de requerimento deve ser entregue assinado pelo interessado, ou por seu representante legal, mediante apresentação de procuração autenticada em cartório. Vale notar, que na maioria dos casos, não é necessário o fornecimento de documentações como: escrituras de fazendas e contratos de arrendamentos. A Agência parte do pressuposto que todas as informações apresentadas no ato da solicitação são verdadeiras. Ressalta-se, entretanto, que toda documentação pertinente deve ficar disponível para verificação por parte da Agência a qualquer tempo durante o prazo de validade da outorga, e caso venha a ser comprovado que o requerente em algum momento faltou à verdade, este poderá sofrer as sansões legais cabíveis.

Formulário de Requerimento de outorga na ANA

Planilha padrão para cálculo da necessidade de irrigação para obtenção de outorga na ANA

Outros procedimentos para obtenção de outorga na ANA podem ser acessados no link http://www.ana.gov.br/GestaoRecHidricos/OutorgaFiscalizacao/Outorga/pedido-irrigacao.asp

O artigo completo você lê na Irrigazine 16a edição, distribuída em dezembro de 2009.

Órgão tem participação de peso no PAC com atuação em 14 obras relacionadas ao combate a seca

Em outubro, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), órgão vinculado ao Ministério da Integração Nacional, comemorou seu centenário com duas solenidades em Fortaleza (CE). Durante a solenidade ocorrida em 20/10 em Fortaleza foram lançadas publicações como a edição especial da Revista Conviver, entre outras publicações.
Elas têm como enfoque o Dnocs no coração nordestino, as experiências e memórias dos colonos do perímetro irrigado de Morada Nova (CE), o centenário do Dnocs e a convivência com a seca, a história dos transplantes e da transferência de cultivos de espécies geradas, e a coletânea das contribuições hidrológicas do engenheiro Francisco Gonçalves de Aguiar ao Semi-árido nordestino. Foram apresentados ainda os Atlas dos Açudes, dos Perímetros Irrigados e da Aqüicultura e Piscicultura.
Histórico
O Dnocs foi criado em 21 de outubro de 1909 sob o nome de Inspetoria de Obras Contra as Secas (IOCS). Em 1919, passou a denominar-se Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (Ifocs), recebendo o nome atual em 1945. A área de atuação abrange todos os Estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais. Entre os órgãos regionais, o Dnocs é a mais antiga instituição federal com atuação no Nordeste.
Foi o primeiro órgão do governo federal a estudar a problemática do Semi-árido, marcando presença em todo o solo nordestino nesse período de quase 100 anos. Seu acervo de obras envolve a construção de rodovias, ferrovias, campos de pouso, aeroportos, portos, implantação de redes de energia elétrica, ações de abastecimento, açudagem, irrigação, piscicultura, entre outros.
Ações
Em todo esse período o Dnocs investiu 20 bilhões de dólares no Semi-árido (a preços atuais), conseguindo, assim, torná-lo mais povoado entre as regiões semelhantes do mundo. Hoje, uma nova dimensão está sendo destinada a esta entidade, que participa com destaque do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com 14 obras estruturantes e outras por meio de fontes de seu orçamento, envolvendo recursos superiores a R$ 1,5 bilhão.

O departamento, conforme dispõe sua legislação básica, tem por finalidade executar política do governo federal com os seguintes objetivos: beneficiamento de áreas e obras de proteção contra as secas e inundações; irrigação; radicação de população em comunidades de irrigantes ou em áreas especiais, abrangidas por seus projetos; tratamento de outros assuntos que lhe sejam encaminhados pelo governo federal nas áreas de saneamento básico, assistência às populações atingidas por calamidades públicas e cooperação com os municípios.
Com informações do Ministério da Integração

A prioridade na luta contra a fome na África é combater a “loteria” das secas, em um continente que tem uma baixíssima proporção de terras irrigadas, segundo declaração publicada nesta quinta (15) do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), Jacques Diouf.

- Não podemos continuar jogando a loteria agrícola: plantar sementes, financiar e rezar para que chova.

Em entrevista ao jornal “Libération”, Diouf acrescentou que a água é a prioridade mais urgente para combater as crises de fome no continente.

Sobre isso, lembrou que 7% das terras cultiváveis na África são irrigadas, em comparação com cerca de 40% na Ásia. Esta proporção é de apenas 1% na região conhecida como o chifre da África (Somália, Etiópia, Djibouti e Eritreia), onde “a população depende das chuvas”.

Diouf ressaltou a falta de investimento em agricultura na região, que diminuiu de 17% das ajudas públicas em 1980, para 3,8% em 2006. Na mesma linha, se queixou também de que enquanto o Banco Mundial (BM) dedicava 30% de seus fundos à agricultura em 1980, esta taxa era de apenas 6% em 2006.

O diretor-geral da FAO disse ainda que, além da questão da irrigação, também é preciso se concentrar em melhorar os meios de armazenamento dos alimentos e as cadeias de abastecimento.

- Um dos desafios mais cruciais, e o mais complicado, é a compra da produção dos agricultores a um preço vantajoso para eles.

Investimentos

Diouf explicou que é preciso encorajar os investimentos estrangeiros na agricultura dos países pobres, mas é preciso impedir “as aquisições abusivas de terras por multinacionais” na África, “mas também” na América Latina e na Europa central e oriental.

Neste sentido, citou o exemplo da companhia sul-coreana Daewoo, que assinou um acordo para explorar 1,3 milhão de hectares em Madagascar.

Segundo a FAO, a marca de um bilhão de pessoas no mundo que passam fome foi superada, frente à taxa de 830 milhões contabilizada em 1996. O diretor-geral alertou que “os riscos das crises de fome foram agravados por fenômenos climáticos extremos”, nos quais a mudança climática tem um impacto “importante”.

“Copyright Efe – Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe.”

Centro de gestão de situações de crise, a Sala de Situação da ANA monitora rios, chuvas e reservatórios

A Agência Nacional de Águas (ANA) inaugurou hoje (05/11) sua Sala de Situação, que vai funcionar como centro de monitoramento de operação da Rede Hidrometeorológica Nacional, sob coordenação da Agência. A Sala de Situação fornecerá informações confiáveis e em tempo hábil para a tomada de decisões da diretoria em situações de crise, ou seja, cheias ou secas. 

A Sala de Situação acompanha as tendências hidrológicas em todo o território nacional, com a análise da evolução das chuvas, dos níveis e das vazões dos rios e reservatórios, da previsão do tempo e do clima e realiza simulações matemáticas que auxiliam na previsão de eventos extremos. 

Por meio da Sala de Situação, a ANA também planeja e promove ações para prevenir ou minimizar os efeitos de secas e inundações, em articulação com o órgão central do Sistema Nacional de Defesa Civil. 

Além dos dados da Rede Hidrometereológica Nacional, a Sala de Situação trabalha com  dados do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs). 

“Agora teremos um local físico para consolidar todas as informações hidrológicas coletada pela ANA e pelas instituições parceiras para, com isso, tentarmos agir de forma conjunta com a Defesa Civil e as prefeituras diante dos riscos de inundações e às secas”, disse o diretor-presidente da ANA, José Machado.  “A Sala de Situação representa um avanço tecnológico do desenvolvimento da Agência e atende à prerrogativa da Lei das Águas para que a possamos agir de forma preventiva com relação aos eventos críticos hidrológicos.” 

Sobre a Rede Hidrometereológica

A Rede Hidrometeorológica Nacional é composta por cerca de 14.822 estações de monitoramento, sendo que, dessas, 4.543 estão sob responsabilidade da ANA, que monitora  aproximadamente 2.100 dos 12.963 rios brasileiros. O restante da rede é operada por outras entidades federais, entidades estaduais e municipais.  Com essas estações, é possível mensurar o volume de chuvas, a evaporação da água, o nível e a vazão dos rios, a quantidade de sedimentos e a qualidade das águas.

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